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2020



Foto: PPGCL

Infodemia

 

(06/08/2020) O professor e coordenador do PPGCL, Dr. Fábio José Rauen, publicou nesta quinta-feira, 6, um artigo chamado "Infodemia" no jornal Notisul, um jornal diário regional disponível em meio impresso e eletrônico sediado em Tubarão/SC. A publicação integra a coluna da AGETEC - Agência de Inovação e Empreendedorismo da Unisul. Leia aqui o texto completo!

 

Em “Roteiros de Iniciação Científica”, meu livro de metodologia publicado em 2015 pela editora da Unisul, dediquei um capítulo inteiro para abordar o modo correto de se produzir ciência. Neste capítulo, dei especial ênfase aos aspectos que permitem avaliar se os conhecimentos obtidos da empreitada científica não são apenas verdadeiros materialmente, mas, sobretudo, válidos logicamente. Assumindo que essa dupla exigência é o que separa o conhecimento científico do conhecimento de senso comum, resolvi terminar o capítulo com um assunto quase ausente de livros dedicados à formação de futuros pesquisadores: os argumentos falaciosos. Mal sabia que essa questão passaria a ter tanta importância nesses tempos de “infodemia” ou pandemia de desinformação.

 

O objetivo da ciência é lidar com raciocínios corretos obtidos de evidências verdadeiras. Consequentemente, será falácia sempre que se produzir um raciocínio incorreto de evidências falsas; sempre que se produzir um raciocínio incorreto de evidências verdadeiras e, assim, cometer um erro formal que torna o argumento inválido; ou sempre que se produzir um raciocínio correto de evidências incorretas ou enganosas e, assim, cometer um erro material que torna o argumento falso.

 

Uma falácia é, portanto, um argumento inconsistente ou inválido em função de uma falha formal ou material. Uma falácia pode induzir ou convencer alguém a um erro de maneira acidental ou fraudulenta. No primeiro caso, ela é chamada de paralogismo; no segundo, ela é chamada de sofisma. É próprio de nossa humanidade cometer erros acidentais. Por vezes, nos confundimos ou tendemos a acreditar naquilo que queremos acreditar, mesmo que sejam falsos. Todavia, é muito sério quando produzimos ou acreditamos em argumentos elaborados de má-fé com a intenção de logro ou engano.

 

Infelizmente, em tempos de combate à pandemia de Sars-Cov-2, a ciência trava um novo combate contra um vírus muito mais antigo e muito mais resistente: a desinformação. Ilude-se quem acha que fake news são um fenômeno recente: que digam os cristãos incendiários de Roma, os judeus causadores da peste e todas as bruxas queimadas em fogueiras. Entretanto, o caráter pandêmico da atual “infodemia”, cujos efeitos psicossomáticos ainda estão por ser estudados, é assustador. Sofismas ardilosamente produzidos para atingir interesses econômicos, políticos e ideológicos, infectando humanos ao modo dos vírus, estão sendo cada vez mais turbinados pelas redes sociais. O único antídoto conhecido: educação qualificada.

 

Vejamos dois exemplos relacionados à Covid-19 para compreender o impacto dessa doença nas vidas das pessoas. Meu primeiro exemplo tem a ver com uma falácia de argumento de autoridade ou argumentum ad verecundiam, segundo a qual algo é verdade somente porque foi afirmado por uma autoridade ou pessoa famosa. Exatamente é esse o caso da “campanha publicitária” em favor da cloroquina. Trata-se de um exemplo de falácia de relevância porque a premissa não tem relação com a conclusão, ou seja, não segue do fato de um presidente defender certo medicamento que alguém deva usá-lo, como os estudos científicos amplamente publicados corroboram. E de nada adianta amenizar o sofisma, dizendo que o medicamento vale apenas para si. Nesse caso, a estratégia pode ser classificada como falácia da evidência anedótica, que consiste em fundamentar um argumento por meio de um exemplo particular. A conclusão, ainda assim, não segue da premissa; e a evidência, mesmo que anedótica, continua sendo a de uma autoridade (afinal, não estamos falando do primo da vizinha do amigo do meu compadre).

 

Meu segundo exemplo tem a ver com a falácia da falsa dicotomia ou falácia da bifurcação, que consiste em supor que uma alternativa possui limitado número de opções, quando há outras opções silenciadas. Em minhas aulas, argumento que em toda bifurcação, estamos diante de quatro alternativas. Considere o famoso raciocínio disjuntivo “Ou você é meu amigo, ou você é meu inimigo”. Independentemente de pensarmos que é sempre possível aumentar as alternativas, a disjunção é, em si mesma, uma falácia de falsa dicotomia. Sim, de fato, você pode ser meu amigo (e, desse modo, não é meu inimigo), ou pode ser meu inimigo (e, desse modo, não é meu amigo). Todavia, duas opções são silenciadas: a possibilidade de você ser meu amigo e ser meu inimigo ao mesmo tempo, e a possibilidade de não ser nem meu amigo, nem meu inimigo ao mesmo tempo.

 

Em tempos de pandemia, estamos sendo constrangidos a lidar com a falsa dicotomia entre distanciamento social e preservação de empregos. Se defendemos o distanciamento social, nos sentimos culpados pelas consequências econômicas; se defendemos a liberação do convívio social, nos sentimos culpados pelas mortes estupidamente evitáveis. Essa falsa dicotomia é duplamente maléfica. De um lado, ela gera sofrimento porque nos coloca num dilema impossível. De outro, ela nos cega para possibilidades de soluções criativas que poderiam viabilizar o distanciamento social e otimizar a preservação de empregos. Lamentavelmente, presos nessa falsa dicotomia, estamos nos encaminhando em direção a uma situação na qual, não estando suficientemente convictos, desnecessariamente perdemos empregos; não estando suficientemente distantes, contabilizamos mortos para além do admissível e por um tempo excessivamente extenso.

 

Você sabia?

 

Fábio José Rauen publicou pela editora da Unisul em 2015 o livro “Roteiros de Iniciação Científica”. O livro apresenta em 672 páginas todos os passos para a elaboração de uma investigação científica desde a concepção do projeto de pesquisa, passando pelas diferentes formas de coleta e análise de evidências, até a apresentação e a publicação.

 

Fique atento!

 

O Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul tem uma linha de investigação dedicada à produção e à interpretação do texto acadêmico onde questões tratadas nessa matéria são estudadas. Conheça o Programa no endereço www.unisul.br/linguagem ou no e-mail ppgcl.sec@unisul.br.

 

Texto: Fábio José Rauen/Notisul




Foto: PPGCL

Pandemia e imaginário simbólico

 

(06/08/2020) O prof. Claudio Paixão Anastácio de Paula da UFMG apresentou nesta quarta (5) às 17 horas a conferência “A informação, o imaginário e o símbolo em tempos de pandemia”. A aula fez parte das primeiras atividades do segundo semestre de 2020.


A importância da mediação simbólica


Conforme Anastácio de Paula, o imaginário em torno das pandemias as significa, ou seja, dá forma ao medo e à angústia, sustenta discursos de Estado e influencia as massas. “Para mim, a palavra, como elemento simbólico capaz de catalisar o surgimento de imaginários coletivos e potencializar suas consequências, é a chave escolhida para refletir sobre essa forma de influência durante a pandemia de 2020 e de ressaltar a importância de uma leitura simbólica na interpretação da realidade”.


Distinguindo as noções de imaginação e imaginário, assumindo a noção de Jung de símbolo como artefato cognitivo ou elaboração mental capaz de conectar, através da construção de um terceiro elemento integrativo, dois ou mais elementos diferentes e de difícil compreensão ou elaboração, o pesquisador apresentou a origem da palavra pandemia, associando-a simultaneamente à noção de algo que afeta todo o povo e causa pânico.


“Há, na pandemia, disputas a partir dos sentidos que são produzidos numa complexa construção bio-psico-histórico-social do conhecimento de si, dos outros e do mundo que se realiza a partir dos símbolos e no imaginário e que se expressa a partir deles e que se estruturam em ficções ou narrativas estruturadoras da cultura”.


Concordando com Bordieu, para quem o real é relacional, e com Piaget e Durand, para quem o real é condicionado pelo Imaginário Social que subjaz o pensamento coletivo de uma sociedade; e distinguindo as noções de “schema” e “schemé” e de memes virais e darwinianos, o autor lida com o inconsciente pessoal, as estruturas antropológicas do imaginário e a organização do conhecimento.


Para Anastácio de Paula, a pandemia é uma história que se repete e, para tanto, ele apresenta exemplos de como as autoridades e as pessoas trataram a gripe espanhola no Brasil do final da década de 10 do século XX. Na atual pandemia, os seguintes elementos são mobilizadores: o enfraquecimento das instituições; a promoção de dois tipos de "idiotas da aldeia" (Umberto Eco): o idiota “intelectual” e o idiota “cara comum”; a psicologia das massas ou das multidões (Gustav Le Bom) e as fórmulas simplificadores e totalizantes; a utilização intencional da debilidade do individual produzida pela insegurança e causadora do enfraquecimento da consciência moral para produzir a adesão irrefletida a pautas alheias à sua classe; e, destaca o autor, a “ganância insaciável de quem nada possui” criando um lumpemproletariado simbólico.


O pesquisador


Claudio Paixão Anastácio de Paula é doutor em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (2005), mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (1999), psicólogo (Habilitação em Psicologia Clínica), e bacharel e licenciado em psicologia pela Fundação Mineira de Educação e Cultura (1993).


Professor Associado do Departamento de Teoria e Gestão da Informação (DTGI) da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde desenvolve a pesquisa “Dimensões simbólicas e afetivas da informação: construindo um repertório de práticas de investigação”, Anastácio de Paula é coordenador do Gabinete de Estudos da Informação e do Imaginário (GEDII), que aborda temas relacionados aos comportamentos e práticas informacionais e dimensões simbólicas do uso da informação.

 



Foto: PPGCL

Abertura do semestre letivo conta com lançamento de livro

 

(05/08/2020) Segundo semestre de 2020 iniciou oficialmente nesta quarta (5), às 16 horas, com Seminário de Apresentação dos Cursos de Mestrado e Doutorado e Lançamento da Coletânea do Colóquio de Integração em Ciências da Linguagem. Evento continua às 17 horas, com aula inaugural.

 

Uma Pós-graduação cinco estrelas; uma Universidade cinco estrelas

 

O professor Fábio José Rauen abriu oficialmente nesta quarta o segundo semestre de 2020 apresentando os cursos de mestrado e doutorado. Na pauta, desde a apresentação do corpo docente, passando pela descrição das etapas de consecução dos cursos, até aspectos relevantes do PPGCL.

 

“As aulas da Pedra Branca já haviam sido iniciadas na segunda (3) e as aulas de Tubarão iniciam-se na quinta (6), mas sempre é bom dar as boas-vindas oficiais a todos”, comentou Rauen. “Esse ano estamos de parabéns, porque publicamos uma coletânea de textos selecionados do Colóquio de Integração em Ciências da Linguagem, que foi um evento em comemoração aos 20 anos do mestrado e aos 10 anos do doutorado”, complementa.

 

Organizado por Rauen e pelo Dr. Bazilício Manore de Andrade Filho, a Coletânea conta com oito textos selecionados dentre as 52 comunicações do evento.

 

“No dia 7 de novembro de 2019, tive a satisfação de abrir o I CICLU, que foi um evento concebido e organizado pelos estudantes do Programa para integrar professores, estudantes e egressos de nossos dois campi em torno dos estudos promovidos em nossas duas linhas de pesquisa: texto e discurso e linguagem e cultura”, comemora Rauen.

 

O Colóquio de Integração em Ciências da Linguagem da Unisul ocorreu nos dias 7 e 8 de novembro de 2019 como espaço para discussões de pesquisas concluídas ou em andamento de acadêmicos, pós-graduandos, pesquisadores e professores, o CICLU foi composto por simpósios, mesas-redondas e pôsteres caracterizados pela discussão e aprofundamento do conhecimento.

 

O evento foi dividido em duas linhas temáticas: texto e discurso e linguagem e cultura. O eixo temático texto e discurso buscou refletir os processos de produção de sentido em sua dimensão subjetiva, social, histórica e ideológica. Nas propostas de trabalho vinculadas a este eixo, conceberam-se processos de significação em eventos sociais específicos e únicos, acionando, além da língua, determinações materiais.

 

O eixo temático linguagem e cultura buscou estudar, na modernidade e na contemporaneidade, as linguagens verbais e não verbais e suas correlações, bem como as manifestações culturais e estéticas, com ênfase na produção simbólica e seus diversos suportes. As propostas de trabalho vinculadas a este eixo atuaram numa intersecção entre os campos da literatura, artes (visuais, cênicas e musicais), fotografia, cinema, moda, antropologia e comunicação.

 

Textos selecionados

 

Conforme a apresentação da coletânea, no primeiro texto, “Restos da senzala: o cinema brasileiro contemporâneo e seu diálogo com o passado escravista do país”, Júlio César Alves da Luz analisa os filmes Casa grande e O som ao redor considerando conflitos de classes no âmbito privado da casa da classe média.  O texto de Luz examina como a interpretação histórica elaborada pelos filmes sugere, mediante escolhas estético-políticas, formas de persistência de uma ordem social escravocrata.

 

No segundo texto, “Rogério Sganzerla: antropófago”, Cristina de Marco e Alexandre Linck Vargas buscam responder como Orson Welles é antropofagizado por Rogério Sganzerla em suas versões para a Verdade. Os autores argumentam que a alegria encontrada encantou Orson Welles, e a leitura da verdade do outro conduziu Rogério Sganzerla a criar a sua própria verdade estética.

 

No terceiro texto, “A dualidade moral entre o bem o mal na cultura: análise da relação Batman e Coringa nas histórias em quadrinhos de super-herói”, Alexandre Linck Vargas e Diego José da Silva apresentam uma pesquisa em andamento que visa a compreender como a coexistência de Batman e Coringa funciona, como essa coexistência reflete discursos existentes em nossa sociedade e como os binarismos bem/mal e razão/loucura dependem da noção de perspectiva.

 

No quarto texto, “A sereia pela santa: uma leitura blanchotiana de O outro pé da sereia de Mia Couto”, Jéssica Freitas dos Santos e Alexandre Linck Vargas, fundamentando-se nas obras de Maurice Blanchot e Peter Sloterdijk, investigam como a figura da sereia substitui a figura de santa enquanto possibilidade narrativa. Considerando a narrativa como acontecimento ( e não como relato), os autores sugerem que essa troca possibilita o movimento narrativo na obra.

 

No quinto texto, “A estética do feminino: entre caminhos, rupturas e avanços”, Agnes Campos Cascaes, Luiza Liene Bressan da Costa e Marília Köenig analisam a vida de Frida Kahlo a partir daquilo que produz embate e promove rupturas sobre o papel da mulher. O texto descreve o cenário social, político, econômico e cultural no qual Frida Kahlo produziu sua arte, olha para o feminino expresso em suas obras, identifica possíveis rupturas que ela promoveu com o conceito social de feminino e demonstra possíveis contribuições desta artista no redimensionamento do que é ser mulher.

 

No sexto texto, “Auto e heterovigilância de hipóteses abdutivas antefactuais em situações proativas de criação de fanfictions: análise com base na teoria de conciliação de metas”, Thalia Eluar do Nascimento e Suelen Machado Francez Luciano analisam respostas de ficwriters em um questionário eletrônico direcionado ao processo de criação das fanfictions e à interação com os leitores. O texto defende a hipótese de que o ficwriter tem uma intenção prática implícita de agradar leitores que superordena a sua produção escrita. Segundo as autoras, processos de vigilância podem moderar a emergência e a força de hipóteses abdutivas antefactuais do ficwriter interferindo no processo criativo dos autores.

 

No sétimo texto, “O domínio do discurso capitalista na produção do mal-estar na contemporaneidade”, Clarinice Aparecida Paris investiga o domínio do capitalismo e do discurso capitalista na produção do mal-estar na subjetividade contemporânea. Com base em Freud e Lacan, sugere que o consumismo capitalista modificou a subjetividade, e o sujeito é induzido a acreditar que se controla, de modo que o discurso capitalista se encontra articulado na produção do sintoma.

 

No oitavo texto, finalmente, “Para além do crivo: circulação de sentidos na prática de mulheres em Ganchos (SC)”, William Wollinger Brenuvida analisa a circulação de sentidos em conversas, diálogos e gestos de interpretação realizados pelas criveiras da comunidade de Ganchos. Segundo o autor, o Crivo é uma arte em bordado herdada de imigrantes açorianos e madeirenses. Sua produção acontece em roda de criveiras que se reúnem sistematicamente e constituem sua autoria em prática discursivas orais desse ritual.

 



Foto: PPGCL

Memórias afetivas em tempos de pandemia

 

(30/07/2020) "Em tempos de pandemia: o eu e minhas memórias afetivas" foi o tema da aula magna proferida pelo professor Mario Abel Bressan Junior, no Centro Universitário IESB, com sede em Brasília, na noite de ontem, dia 29 de julho de 2020.


Com a participação e quase 100 alunos, a palestra foi realizada via ferramenta blackboard e contou com alunos dos cursos de tecnologia e licenciatura.


Para o professor Mario, este tipo de ação faz com que trocas de ideias sejam articuladas e outros assuntos possam ser circulados nas instituições. “Falar de memória afetiva é sempre muito bom. Poder levar minhas pesquisas e mostrar como podemos entende-las no dia a dia é essencial, ainda mais neste atual tempo de pandemia em que estamos vivendo”, destaca o professor.


A aula magna gravada encontra-se disponível para assistir no link: https://ead.iesb.br/live



Foto: PPGCL

Sexta-feira com defesas em dose dupla no PPGCL

 

(24/07/2020) Esta sexta-feira, 24, foi em dose dupla para defesas. Às 14 horas ocorreram apresentações simultâneas: uma da linha de linguagem e cultura e outra da linha de Análise do Discurso. A mestranda Alice e o doutorando Vinicius encerraram seus cursos com aprovação.

 

Vinicius pesquisa a autoria em diários de leituras de estudantes do Ensino Médio 

 

O estudante Vinicius Valença Ribeiro defendeu sua tese intitulada “Vozes participantes na escola: a autoria em diários de leituras de estudantes do Ensino Médio”. O estudo abordou os processos de interpretação e autoria em diários de leituras produzidos por estudantes do Ensino Médio Integrado do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS).

 

“Os diários foram elaborados por duas turmas de segundo ano do Instituto durante intervenção didática, incluída como item do planejamento para a disciplina Língua Portuguesa. Do material produzido, foram selecionados dois diários de leituras para serem analisados”, explicou o estudante. Sob a perspectiva da Análide do Discurso, o trabalhou buscou compreender como se constituem, nos dois diários de leituras, os gestos de autoria de seus sujeitos.

 

Vinicius foi aprovado com nota máxima em banca composta pelas professoras Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (orientadora); Dra. Denise Porto Cardoso - Universidade Federal de Sergipe (avaliadora); Dra. Cristiane Gonçalves Dagostim - Faculdade Satc (avaliadora); Dra. Maria Sirlene Pereira Schlickmann - UNISUL (avaliadora); Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (avaliadora) e Dra. Andréia da Silva Daltoé - UNISUL (suplente).

 

Mulheres quadrinistas são objeto de dissertação da Alice  

 

Foto: PPGCL

“O horrível, o devir e as quadrinistas: análise estética de Graphic Novels de horror feitas por mulheres”, este foi o título da dissertação defendida pela mestranda Alice Grosseman Mattosinho.

 

“O objetivo do trabalho foi o de analisar esteticamente cinco graphic novels de horror publicadas a partir de 1992, elaboradas por mulheres quadrinistas, que se distinguiram, de alguma maneira, em seu meio, e foram publicadas para o mercado estadunidense, franco-belga e japonês”, disse Alice. Foram utilizadas as proposições de análise estética sob o suporte teórico de McCloud, Hatfield, Groensteen, Deleuze e Guattari, Kristeva, Derrida, Carrol, entre outros, buscando semelhanças e diferenças que possam elucidar a potência dos quadrinhos de horror feitos por mulheres, observando a tendência comum do devir em todas as obras.

 

A banca avaliadora composta pelos professores Dr. Alexandre Linck Vargas – UNISUL (orientador); Dra. Maria Clara da Silva Ramos Carneiro – UFSM (avaliadora) e Dra. Alexandra Presser - UFSC (avaliadora) aprovou a dissertação da estudante.

 



Foto: PPGCL

Professora Giovana participa de banca na Unioeste-Cascavel

 

(23/07/2020) A professora Giovanna Gertrudes Benedetto Flores, da linha de Análise do Discurso do PPGCL, participou nesta quarta-feira, 22, de banca de dissertação do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus Cascavel.

 

Giovanna avaliou a dissertação do estudante Renan Lorenzatto, que tinha como objetivo analisar como uma memória discursiva sobre a mulher e sua sexualidade funciona, quais condições de produção sustentam e permitem tais dizeres e a quais formações discursivas a editoria da revista Cosmopolitan “Amor (ou quase isso)” filiava-se.



 

Foto: PPGCL

Dissertação aborda políticas de financiamento na Educação Básica no Brasil

 

(17/07/2020) Ainda nesta sexta-feira, a estudante Steffy Kaleine Marcos Gonçalves, defendeu sua dissertação intitulada “A (IM)posição das políticas de financiamento na Educação Básica no Brasil: relações de poder”. Steff é a quarta mestre formada pelo PPGCL só nesta semana.

 

O corpus da pesquisa é constituído por diversos documentos ligação à educação básica tendo como objetivo investigar, através da Análise do Discurso (AD) de linha francesa, se o arquivo das políticas de financiamento educacional mobiliza sentidos que remetem à privatização da educação básica pública e encaminham para o total descompromisso do Estado com as políticas educacionais.

 

“Para atingir esse objetivo, investigamos a relação entre os organismos internacionais e a reestruturação da educação brasileira ao longo dos anos; analisamos os efeitos do capitalismo na formulação das políticas educacionais; e identificamos as consequências do atravessamento da ideologia capitalista nas políticas educacionais de financiamento”, contou a mestranda.

 

Steffy foi aprovada com distinção em banca composta pelas professoras Dra. Andréia da Silva Daltoé – UNISUL (orientadora); Dra. Claudia Regina Castellanos Pfeiffer – UNICAMP (avaliadora); Dra. Silvânia Siebert - UNISUL (avaliadora) e Dra. Maria Marta Furlanetto – UNISUL (suplente).



 

Foto: PPGCL

Pesquisa estuda a estética da deficiência no filme “O filho eterno”

 

(17/07/2020) Esian Borges Pedro defendeu nesta sexta-feira (17) sua dissertação intitulada “A diferença da imagem na deficiência: uma análise do filme “O filho eterno”, de Paulo Machline”. O trabalho foi orientado pelo Prof. Alexandre Linck Vargas.

 

O trabalho de Esian teve como objetivo elucidar questões pertinentes aos discursos e às práticas em relação à diferença da imagem na deficiência, levando em consideração que, ao se conceituar a diferença, logo se designa um parâmetro de normalidade/anormalidade.

 

“Esta dicotomia me fez pensar que o indivíduo que se diferencia é estigmatizado socialmente, e constantemente perseguido para moldar-se aos parâmetros de normalidade estabelecidos pela sociedade e dessa forma, tem de ser incluído/excluído ou adaptado/negado, tem suas especificidades individuais transgredidas, e é este estigma que nos leva à não aceitação do na sua condição de diferente”, contou a mestranda.

 

A partir então de uma análise do filme “O filho eterno”, buscou-se abordar conceitos de estética como monstruosidade, corpo e poder, e a diferença na imagem através da deficiência, que tem por tema a relação do indivíduo com síndrome de Down no âmbito familiar e como essa relação pode causar conflitos com as memórias, considerações e decepções do pai diante da vida, que, assim como o filho, é inexata.

 

A banca avaliadora composta pelos professores Dr. Alexandre Linck Vargas – UNISUL (orientador); Dra. Adriana de Oliveira Limas Cardozo – UNICAMP (avaliadora) e Dr. Mário Abel Bressan Junior - UNISUL (avaliador) aprovou a dissertação de Esian.



 

Foto: PPGCL

Filmes da Disney são objeto de dissertação

 

(15/07/2020) Os filmes Aladdin e O Rei Leão tornaram-se inspiração para a mestranda Francisca D’altoé. Através dos estudos de memória afetiva, a estudante concluiu seu trabalho intitulado “Memória e economia afetiva nas produções em live-action: Aladdin e o Rei Leão”.

 

“Os filmes que analisei sob orientação do Prof. Mario Abel, tem discursos políticos e sociais fortemente arraigados e modernizados na versão live-action. Isso porque Aladdin tocou em questões centrais da problemática feminista de uma maneira sútil e ao mesmo tempo audaciosa. Ao passo que O Rei Leão trouxe à tona praticamente o mesmo roteiro da animação original e sofreu algumas críticas relacionadas ao excesso de realismo nas imagens. Duas alterações diferentes que são significativas nas narrativas de personagens que marcaram e marcam a história dos estúdios aos quais pertencem e do público ao qual serviram”, explica Francisca sobre a escolha dos filmes.

 

Para a realização da pesquisa utilizou-se a metodologia classificada como análise de conteúdo e as teorias de Maurice Halbwachs, Henry Jenkins e Walter Benjamin e os resultados alcançados demostraram uma alta notoriedade da comercialização da nostalgia e da atualização de jornadas com objetivo de atingir público-alvo distintos ao mesmo tempo que reforça laços entre produtos de mídia e suas comunidades de fãs.

 

A dissertação da estudante foi aprovada por banca composta pelos professores Dr. Mário José Bressan Junior – UNISUL (orientador); Dr. Mateus Dias Vilela – PUCRS (avaliador); Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes - UNISUL (avaliadora) e Dr. Alexandre Linck Vargas – UNISUL (suplente).

 


 

Foto: PPGCL

Análise do Discurso de suicídio em inquérito policial

 

(15/07/2020) Seguindo o calendário de defesas públicas, nesta terça-feira (17), a mestranda Maristela da Silva Francisco defendeu sua dissertação intitulada “Relatórios de Inquérito Policial em casos de suicídio: relações de poder, silêncio e normal(t)ização”. A análise da pesquisa foi realizada através de três relatórios finais de Inquérito Policial de suicídio da Central de Plantão Policial de Tubarão.

 

O trabalho de Maristela propôs investigar como o Estado fundamenta, discursivamente, a (in)disponibilidade da vida, na forma como culmina repercutindo nos comportamentos criminalizados no artigo 122 do Código Penal Brasileiro – induzimento, instigação e auxílio ao suicídio. Os objetivos específicos foram comparar marcas discursivas que apontem para as relações dos sujeitos e seus lugares sociais, do ponto de vista do Estado; compreender a moral avaliadora que significa as mortes dos suicidas analisados e verificar a hipótese de que o Delegado de Polícia, na função-autor, instale sentidos discursivos diversos, incorrendo em sua normal(t)ização.

 

“Com base na Análise de Discurso elaborada por Michel Pêcheux e Eni. P. Orlandi, busquei realçar as marcas de silenciamento impregnadas nos relatórios, em seus processos de normal(t)ização, sob as relações de poder”, explicou a mestranda.

 

Maristela da Silva Francisco foi aprovada com nota máxima em banca composta pelas professoras Dra. Andréia da Silva Daltoé – UNISUL (orientadora); Dra. Ana Boff de Godoy – UFCSPA (avaliadora); Dra. Solange Maria Leda Gallo - UNISUL (avaliadora) e Dra. Silvânia Siebert – UNISUL (suplente).


 

Foto: PPGCL

Andrade Filho e Rauen publicam artigo sobre Modelagem Matemática

 

(08/07/2020) Bazilicio Manoel de Andrade Filho e Fabio Jose Rauen publicaram o artigo “Modelagem Matemática de transformações isovolumétricas: análise conforme a teoria de conciliação de metas” na revista Educação Matemática e Pesquisa. O artigo compõe o dossiê Modelagem Matemática e Resolução de Problemas, que está sendo publicado no volume 4 da Revista.

 

Modelagem Matemática em pauta


No artigo, Andrade Filho e Rauen analisam a pertinência da arquitetura abdutivo-dedutiva da teoria de conciliação de metas para descrever e explicar processos cognitivos em tarefas de Modelagem Matemática.
“Nesta pesquisa, nós observamos o desempenho de um grupo de estudantes do segundo ano do Curso Técnico de Química Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Santa Catarina, campus Criciúma, na tarefa de modelar transformações gasosas isovolumétricas com o auxílio de um simulador de propriedades gasosas”, disse Andrade Filho.


As evidências produzidas na pesquisa mostram que os estudantes foram capazes de modelar as transformações, negociando colaborativamente planos de ação intencional menores associados às diferentes fases e ações cognitivas de modelagem, com os quais, relacionando Matemática e Físico-Química, mobilizaram o objeto matemático adequado de seu repertório didático; propuseram um modelo; interpretaram e validaram os resultados; e refletiram sobre limitações e potencialidades do modelo.


“Nosso estudo sugere que a arquitetura pode contribuir para descrever e explicar processos cognitivos em atividades de Modelagem Matemática, oferecendo ao professor ferramentas para gerar e avaliar intervenções didáticas”, complementa Rauen.


Educação Matemática Debate é um periódico editado pelo Grupo de Pesquisa em Educação Matemática (GPEMat), vinculada ao Departamento de Ciências Exatas (DCEx) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O periódico visa a contribuir com a reflexão e a socialização de conhecimento sobre os processos de ensino e de aprendizagem da Matemática, sobre diferentes elementos do desenvolvimento profissional docente e sobre aspectos epistemológicos, filosóficos, didáticos, metodológicos e conceituais da Matemática e da Educação Matemática. Além disso, divulga processos e resultados de pesquisas e de experiências de práticas pedagógicas que tem como foco de análise as teorizações do campo da Educação Matemática.


Acesse o artigo aqui.
 

 


 

Foto: PPGCL

Comparando registros de representação

 

(03/07/2020) O estudante Guilherme Rossi de Melo defendeu na manhã desta sexta (03) a dissertação “Análise pragmático-cognitiva de efeitos do registro de representação semiótica na resolução de sistemas lineares por estudantes do ensino médio”. Em pauta, a suposta predileção por resolver sistemas lineares pictóricos.

 

Preferimos sistemas lineares pictóricos?


À parte do formalismo acadêmico, Melo questiona em sua dissertação por que problemas envolvendo sistemas lineares cujas variáveis algébricas x, y ou z são trocadas por figuras tão díspares como sapatos, estrelas ou frutas são tão populares na internet como desafios de entretenimento. Conforme o autor, o fato é que problemas desse tipo, especialmente aqueles com diversas armadilhas ou “pegadinhas”, portanto, aspectos deliberadamente escondidos ou ambíguos, promovem engajamento em direção à solução, ou seja, trata-se de um sucesso de adesão dos participantes da rede social em que é inserido. “O mesmo problema representado algebricamente não alcançaria esse mesmo sucesso”, especula.

 

Considerando esse cenário, Melo se propôs a verificar se essa predileção por problemas com figuras se repetiria quando problemas de mesma dificuldade fossem colocados lado a lado em igualdade de condições e, além disso, se a forma como os problemas fossem apresentados influenciaria nas estratégias de resolução. Em outras palavras, em sua dissertação, o pesquisador “analisou efeitos dos registros algébrico, linguístico e pictórico na ordem e na mobilização de estratégias de resolução de sistemas lineares possíveis e determinados.


Melo mobilizou as noções teóricas de registros de representação semiótica, relevância e conciliação de metas e realizou um experimento de caráter exploratório em duas etapas. Na primeira etapa, ele propôs que 30 estudantes do primeiro ano do Ensino Médio Escola de Educação Básica Irmã Maria Teresa de Palhoça (SC) escolhessem e resolvessem três problemas envolvendo sistemas lineares apresentados em registro algébrico, linguístico e pictórico. Na segunda etapa, ele aplicou um protocolo verbal para investigar a ordem e os métodos de resolução dos problemas conforme a perspectiva dos estudantes.


“Escolhi estudantes do primeiro ano porque eles já dominam os métodos formais de resolução de sistemas lineares”, explica o pesquisador. “Para poder comparar a influência dos registros é preciso primeiro garantir que os indivíduos conheçam esses métodos”, complementa.


As evidências da pesquisa apontam para uma predileção pelos registros pictórico e linguístico, desempenho superior nesses registros – ainda que insuficiente – e mobilização abdutiva de estratégias menos que formais com diferentes níveis de desempenho de conhecimentos matemáticos incluindo soluções criativas ad hoc.


“Os estudantes em geral, deixam para resolver por último o problema apresentado algebricamente e, mesmo quando estão resolvendo problemas nesse registro tendem a usar métodos menos que formais, notadamente o método de tentativa e erro”, destaca o autor. “Esse tipo de comportamento revela que as estratégias tecnicamente mais sofisticadas e potentes fornecidas pela Matemática não são espontaneamente mobilizadas na resolução de problemas desse tipo”, lamenta.


A dissertação de Guilherme Rossi de Melo, que foi orientada pelo professor Dr. Fábio José Rauen, foi aprovada por banca formada pelas professoras Dra. Suelen Francez Machado Luciano (Unisul/Faculdade SENAC) e Dra. Marleide Coan Cardoso (Instituto Federal de Santa Catarina). A banca contou com a suplência do professor Dr. Mário Abel Bressan Júnior (Unisul).

 


 

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A verdade estética de Orson Welles

 

(02/07/2020) A estudante Cristina de Marco defendeu sua dissertação intitulada “A verdade estética pelo olhar do outro: de Rogério Sganzerla para Orson Welles". Sob orientação do professor Alexandre Linck Vargas, a pesquisa foi aprovada nesta quinta-feira, 2.

 

Orson Welles filmou no Brasil, em 1942, dois episódios de um documentário que chamaria Tudo é Verdade, um projeto desenvolvido dentro da Política de Boa Vizinhança do governo Roosevelt. O primeiro, Carnaval, traria a origem da festa popular brasileira. O segundo, Jangadeiros - Quatro Homens em uma Jangada, contaria um fato épico ocorrido no ano anterior e que foi, inclusive matéria na Revista Time americana. O filme, no entanto, nunca foi concluído. Orson Welles teve que retornar ao seu país e nunca mais teve contato com o material filmado.

 

“Sobre este fato, o cineasta catarinense Rogério Sganzerla produziu quatro filmes: Nem Tudo é Verdade (1986); Linguagem de Orson Welles (1990), Tudo é Brasil (1997) e O Signo do Caos (2003) - o que eu chamarei de Tetralogia da Verdade. Através da análise destes filmes, com o auxílio dos conceitos de Antropofagia e Corpo Sem Órgãos, busquei a verdade estética de Rogério Sganzerla pelo olhar do outro”, contou Cristina. 

 

A dissertação foi aprovada em banca composta pelos professores Dr. Alexandre Linck Vargas – UNISUL (orientador); Dr. Jair Tadeu da Fonseca – UFSC (avaliador); Dr. Mário Abel Bressan Júnior – UNISUL (avaliador) e Dra. Chirley Domingues - UNISUL (suplente).  



 

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Dissertação descreve conjunto poético de Hilda Hilst

 

(02/07/2020) “As transfigurações do mito de Ariadne e Dionísio em Hilda Hilst”, este foi o título da dissertação defendida nesta quinta-feira, 2, pela mestranda Luana Franciele Fernandes Alves. A pesquisa visou (re)discutir temas contemporâneos.

 

De acordo com a pesquisa de Luana, as artes buscam nos mitos inspiração para (re)discutir temas contemporâneos, como é possível observar no conjunto poético que compõe o livro Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão (1974), de Hilda Hilst e que é o objeto de estudo do trabalho, buscando descrever a transfiguração em “Ode descontínua e remota para flauta e oboé. De Ariana para Dionísio”.

 

“Realizou-se uma pesquisa de caráter exploratório em bibliografias, periódicos e sites, além de pesquisa nos documentos do Instituto Hilda Hilst, localizado em Campinas – SP, e análise documental no Centro de Documentação Cultural "Alexandre Eulálio" da Unicamp. A partir disso, percebemos que a transfiguração está presente em toda a obra pesquisada, seja na figura do deus que se faz humano diante da amada, ou na transposição de Ariadne da mitologia para Ariana de Hilda Hilst”, explicou a estudante.

 

A banca avaliadora foi composta pelas professoras Dra. Ramayana Lira de Sousa – UNISUL (orientadora); Dra. Alessandra Brandão – UFSC (avaliadora); Dra. Ana Carolina Cernicchiaro – UNISUL (avaliadora) e Dra. Dilma Beatriz Rocha Juliano - UNISUL (suplente) e emitiu conceito Aprovado para dissertação.  



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Crítica Cultural publica dossiê

 

(02/07/2020) Revista Crítica Cultural publica dossiê sobre “Cenografias da voz, ontografias do sentido: corpo e enunciação, historicidade e ontologia”. Número foi organizado por Ana Carolina Cernicchiaro (UNISUL), Fábio Roberto Lucas (UFPR) e Roberto Zular (USP). Conforme os organizadores, o dossiê é uma continuidade do simpósio homônimo sediado no XVI Congresso Internacional da Abralic, que se realizou em junho de 2019, em Brasília.

 

Ontografias

 

O dossiê foi organizado em quatro segmentos. O primeiro segmento, “ontografias”, reúne ensaios que respondem explicitamente ao desafio - posto pela antropologia e pela escuta das filosofias, metafísicas, línguas e povos ameríndios - de repensar a historicidade e a ontologia do que chamamos de “literatura”, especialmente no confronto com momentos cruciais da história da experiência literária brasileira.

 

Assim, em “No fluxo dos recados: sobredeterminação e variações ontológicas em ‘O Recado do Morro’ de Guimarães Rosa e A Queda do Céu de Kopenawa e Albert”, Roberto Zular vem desdobrar o percurso de ressonâncias entre as duas obras mencionadas no título, estabelecido a partir de um diálogo entre José Miguel Wisnik e Eduardo Viveiros de Castro.

 

Em seguida, Alexandre Nodari apresenta “A metamorfologia de Macunaíma: notas iniciais” de uma pesquisa que propõe uma leitura da rapsódia mário andradina sobredeterminada (via Maniglier e Zular) por regimes de enunciação e imaginação heterogêneos, tal como o “ocidental” e o “ameríndio”, que se processa, como em Rosa e Kopenawa, pela sobredeterminação de duas séries narrativas.

 

Se Zular e Nodari, sob impacto da antropologia e do perspectivismo ameríndio, retomam dois autores cruciais da literatura brasileira do século XX, Ana Carolina Cernicchiaro, por sua vez, chega ao limiar deste primeiro segmento com “A poética indígena como resistência: por uma abertura na literatura brasileira contemporânea”, onde expõe a complexa contemporaneidade da literatura ameríndia.

 

Sentidos

 

O segundo segmento, “Sentidos”, encontra os artigos que, em ressonância com bases teóricas propostas para o simpósio e para o dossiê, fazem questionamentos que tocam a própria noção de literatura.

 

Na primeira delas, “Literatura e Erotismo”, Marília Librandi propõe uma erótica da arte literária, que experimente o signo tensor sob o signo semiótico, o tesão sob as tensões, como se o texto literário só se desnudasse no seu elo com os espasmos musculares, ou ainda, na experiência de um vínculo limítrofe, inexistente no campo do que pode ser contabilizado ou contado, pois, como toda relação sexual, “não é uma substância, não é nem um, nem dois, mas o que ocorre entre”.

 

Na segunda passagem deste segmento, “Fronteiras e feridas na escrita de Carolina Maria de Jesus”, Mariana Patrício Fernandes sonda o enlaçamento entre as obras da escritora brasileira e suas condições sociais e existenciais, entre a escrita da vida e a vida da escrita, associação que pressionaria pela possibilidade de afirmar outra noção de autonomia literária, não mais condicionada por um isolamento em relação aos interesses da máquina econômico-produtiva da sociedade, nem pela afirmação da razão livre sobre a anarquia da sensação nem mesmo por uma superação a priori das intempéries da sobrevivência, mas que, pelo contrário, faz-se no corpo a corpo com essas, sempre em curso, sem o ponto final que marcaria a instituição da obra autônoma, separada e desinteressada, em sua acepção mais tradicional.

 

No limiar deste segundo segmento, e bem no meio de nosso dossiê, temos a tradução de um artigo de Patrice Maniglier que teve forte impacto sobre a proposta de discussão iniciada no simpósio da Abralic e continuada nesta edição de Crítica Cultural. Originalmente publicado na revista Savoirs et Cliniques, nº 6, de 2005, “Sobredeterminação e duplicidade do signo: de Saussure a Freud” apresenta alguns dos elementos nucleares do livro La Vie Énigmatique des Signes: Saussure et la naissance du structuralisme (cuja tradução para o português está em curso), onde Maniglier relê a linguística saussuriana a partir dos manuscritos do linguista suíço postumamente encontrados nos anos 1990.

 

Voz

 

Chegamos assim ao terceiro segmento do dossiê, “Voz”, noção que tem sido construída por diferentes correntes do pensamento moderno e contemporâneo justamente para compreender esse feixe entre literatura, psicanálise e saber, visado no artigo de Maniglier.

 

“Voz, potência, ressonância e corpo na linguagem poética”, de Maria Rosa Duarte, é o artigo que abre a seção com uma ampla reflexão sobre a ontologia e a antropologia da voz, em diálogo com Giorgio Agamben, Jean-Luc Nancy, Adriana Cavarero e Paul Zumthor, cujos trabalhos estão entre os mais profícuos dentro desse debate.

 

No segundo artigo desta seção, “A escrita da voz nos versos do manuscrito Notas sobre uma possível A casa de farinha, de João Cabral de Melo Neto”, Gislaine Goulart dos Santos leva a reflexão sobre o conceito de voz justamente para esse limiar da escritura do poema, ainda em latência, nesse passo onde se cruzam as diferentes historicidades e ritmos da fala e da escrita, da vida e do poema, das técnicas tradicionais de memorização dos trabalhadores da casa de farinha e das técnicas literárias - rima toante, repetição, jogo de palavras - do poeta.

 

Para terminar esta seção, “Emplasto Sísmico?”, pergunta de Gabriel Salvi Philipson, leva a reflexão sobre a voz a pensar sobre o modo como a filosofia uspiana se institucionaliza em corpo-a-corpo problemático com a literatura e suas múltiplas virulências.

 

Cenografias

 

Na dobra entre início e inacabamento do dossiê, chegamos enfim ao segmento “Cenografias”. Nele se desdobram estudos que procuram pensar esse lugar aporético da voz, a um só tempo contínuo e pivotante, nas cenas contemporâneas, de historicidade densa e multiplicante, em especial aquelas que se formaram durante a problemática redemocratização brasileira, tempo em que, como temos visto, transforma-se justamente a própria noção de literatura, em seus limiares e acoplagens com as provocações da antropologia e com as inquietações da filosofia.

 

Nessa via, delineiam-se as “Termodinâmicas do ato poético: modulações do (fim do) poema na década perdida”, de Fábio Roberto Lucas. Trata-se ali de trabalhar no campo de possibilidades ainda abertas para se pensar a poesia na década de 1980. Com esse campo mais vasto de questões e na fímbria das teorias da voz , Lucas propõe uma leitura de Paulo Leminski e Sebastião Uchôa Leite atenta às vibrações entre as diferentes escalas: do campo sonoro dos poemas às tensões com as tecnologias, do roçar da palavra ao resvalar de diferentes mundos, passando pelas produtivas hesitações entre ritmo e metáfora, poema e imagem, poesia e prosa.

 

Em seguida, Fernando Mendonça Serafim adensa ainda mais as percepções críticas sobre o arco histórico da redemocratização ao tratar de um “Bartleby do Brasil: o gesto interrompido na poesia de Paulo Henriques Britto”. O artigo vê na fórmula da recusa enunciada pelo célebre personagem de Melville uma via de leitura para a poética da neutralização e da inoperosidade que o poeta agenciaria para mostrar os sedimentos “emplástricos” da redemocratização. Em suma, trata-se da recusa de um mundo, de um certo modo de funcionamento do real que articula outra posição na linguagem, como uma dupla recusa da linguagem e do mundo, como comunicação e como “real”, que permite a emergência de um complexo espaço entre agir e não agir, pondo em xeque as trocas banalizadas entre linguagem e mundo nas quais vivemos.

 

Chegamos assim ao umbral desta última seção e do dossiê como tal, onde André Goldfeder propõe “A deusa, o cavalo: duas figuras de Nuno Ramos” como um percurso interpretativo dos trabalhos do escritor e artista visual durante as últimas décadas, até chegar a um diálogo entre “as duas figuras ficcionais-poéticas extraídas dos livros Sermões (2015) e Adeus, cavalo (2017)” e os conceitos de voz e de signo, formulados em proximidade com alguns dos autores mobilizados ao longo do dossiê, sobretudo Lacan no primeiro caso e Maniglier, no segundo. 

 


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Análise do discurso e presídio feminino de Tubarão/SC são temas de tese

 

(02/07/2020) A estudante Juliene da Silva Marques defendeu nesta terça-feira, 30, sua tese intitulada “Mulheres encarceradas: discurso, voz e resistência”. Sob orientação da professora Andréia Daltoé, a pesquisa surgiu a partir do envolvimento com o Projeto de Extensão “Mulheres SIM: empoderar mulheres é libertar – educação integral, arte e trabalho”, desenvolvido pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) no Presídio Feminino de Tubarão/SC.

 

Materiais coletados no projeto Projeto de Extensão “Mulheres SIM: empoderar mulheres é libertar – educação integral, arte e trabalho”, desenvolvido pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) no Presídio Feminino de Tubarão/SC, trouxeram a doutoranda Juliene inquietações a respeito dos sentidos que são trabalhados em meio às restrições promovidas pelo controle do sistema prisional, principalmente no que se refere às (im)possibilidades de expressão.

 

“A partir de todo o cerceamento presenciado e de toda a limitação direcionada a essas mulheres, perguntamo-nos: nesse lugar de fala, qual voz é possível para a mulher em situação de privação de liberdade? Como se dá esse processo?”, questionou a doutoranda.

 

Diante disso, o objetivo da tese foi o de investigar como se faz possível ter direito à voz em situação de privação de liberdade e qual é, então, essa voz. A fim de traçar esse gesto de análise e interpretação, foi utilizada como base teórica a Análise de Discurso pecheuxtiana, bem como com alguns pressupostos da filosofia política contemporânea.

 

"Ciclone bomba" interrompe defesa pública

 

A defesa que estava programa programada para terça-feira, 30, foi interrompida pelo ciclone que passou pelos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Os participantes acabaram perdendo a conexão devido as fortes chuvas e ventos. Apenas nesta quinta-feira, 2, com as conexões reestabelecidas é que a banca foi finalizada.  

 

Juliene da Silva Marques foi aprovado com nota máxima em banca composta pelas professoras Dra. Andréia da Silva Daltoé – UNISUL (orientadora); Dra. Luciana Iost Vinhas – Universidade Federal de Pelotas (avaliadora); Dra. Maria Cristina Leandro Ferreira - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (avaliadora); Dra. Nádia Régia Maffi Neckel - UNISUL (avaliadora); Dra. Silvânia Siebert, – UNISUL (avaliadora) e Dr. Mário Abel Bressan Júnior – UNISUL (suplente).



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Migrantes da rede pública municipal de Florianópolis são analisados através do imaginário social

 

(29/06/2020) A forma como a chegada de migrantes à cidade de Florianópolis reflete diretamente nas escolas e na vida dos alunos tornou-se para a mestranda Lucélia Moreira Pereira objeto de pesquisa. A dissertação intitulada “O imaginário social de alunos migrantes da rede pública municipal de Florianópolis" foi defendida na tarde desta segunda-feira, 29, através da plataforma zoom.


Através da temática propostaa, Lucélia pode observar que o processo migratório age diretamente na vida dos alunos, contribui para novas vivências, novas perspectivas e novas relações de afeto, fomentando assim o imaginário destes alunos nesta jornada que é paralelamente sensível e simbólica.

 

“Minha pesquisa foi um estudo de caso em uma escola localizada no norte da ilha de Florianópolis tendo como objetivo geral identificar os elementos que formam o imaginário social de alunos migrantes a partir dos polos de cultura latente (desejos) e de cultura patente (pressões) presente em suas narrativas”, explica a estudante.

 

Ao considerar o homem um ser simbólico que se constitui não apenas a partir de suas vivências e sonhos, mas também de crenças e anseios social e culturalmente instituídos fez-se necessário adotar para essa pesquisa enquanto metodologia a culturanálise de grupos proposta por Paula Carvalho (1990). “A culturanálise permite ao pesquisador entender sobre a constituição cultural das organizações, dos indivíduos e seus grupos”, contou.

 

Os resultados apresentados na dissertação indicam que a constituição simbólica do imaginário social dos alunos, que perpassa a escola e suas demandas assim como as diversas constituições familiares que se reconfiguram neste processo segue o que Gilbert Durand (2012) chamou de trajeto antropológico.

 

A banca composta pelos professores Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (orientadora); Dra. Christina Ferraz Musse – UFJF (avaliadora) e Dr. Mário Abel Bressan Júnior - UNISUL (avaliador) emitiram o conceito “Aprovado” para a mestranda.  

 


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Ensinando sistemas lineares com celulares

 

(26/06/2020) Na tarde dessa sexta (26) a estudante Vanessa Isabel Cataneo defendeu tese intitulada “Potencialização da compreensão conceptual de sistemas lineares com o software Geogebra em celulares”. No centro da inovação, o trabalho destaca o uso de celulares no ensino e aprendizagem de matemática na Educação Básica.


Uma inovação bem-vinda

 

Embora a tese de Vanessa tenha formalmente o objetivo de potencializar a compreensão conceptual de sistemas lineares de 1º grau, o ponto de maior destaque em sua defesa foi a utilização produtiva de aparelhos celulares no ensino e na aprendizagem de matemática na Educação Básica.


Fundamentada nas noções teóricas de conciliação de metas, relevância e registros de representação semiótica, a pesquisadora trabalhou com atividades que demandaram a conversão de representações mediadas pelo software GeoGebra. Todavia, em vez de trabalhar com laboratórios de informática, optou por mobilizar os aparelhos celulares dos estudantes.

 

“Eu elaborei uma sequência didática, provocando um conjunto expressivo de conversões entre as representações algébricas e gráficas de sistemas lineares, e apliquei essa sequência com estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental da Escola de Educação Básica Samuel Sandrini de Orleans (SC), onde leciono”, explica Vanessa. “Meu estudo avalia essa atividade em termos da pertinência da associação dessas teorias, o que já é uma inovação, mas principalmente em termos da mediação do aplicativo nas aulas”, complementa a pesquisadora.

 

Conforme relata Vanessa, são duas as principais conclusões da pesquisa: de um lado, os resultados apontam que o uso individual consciente e planejado do aplicativo em sala de aula, como apoio para a interpretação gráfica e a classificação dos sistemas, contribuiu para o interesse e a produtividade dos estudantes, viabilizando a conversão de representações e auxiliando a aferir erros de tratamento. De outro, o estudo sugere pistas de como operações cognitivas de identificação de unidades significativas, tratamento e conversão são orientadas por uma relação relevante de custos e benefícios cognitivos que, por sua vez, estão a serviço de um plano de ação intencional em direção a auto e/ou heteroconciliação de metas, sugerindo uma metodologia eficiente para elaborar e avaliar intervenções educacionais.

 

A pesquisa foi orientada pelo professor Dr. Fábio José Rauen e foi aprovada por banca composta pelos professores Dr. Saddo Ag Almouloud (Pontifica Universidade Católica de São Paulo), Dra. Elizete Pozzamai Ribeiro (Instituto Federal Catarinense), Dra. Diva Marilia Flemming (Pesquisadora Independente); Dra. Maria Marta Furlanetto (Unisul) e Dra. Silvânia Siebert (Unisul).

 


 

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Moda, artesanato e imaginário social

 

(25/06/2020) A mestranda Suellen Cristina Vieira defendeu nesta quinta-feira, 25, sua dissertação intitulada “Moda, artesanato e imaginário social: o Slow Fashion como potência simbólica na sociedade pós-moderna". A pesquisa buscou compreender a cultura dos sentimentos e da sustentabilidade na moda com base na Teoria do Imaginário.


Sob a perspectiva do movimento Slow Fashion e a valorização do fazer artesanal, como temas centrais do estudo, Suellen propôs em sua dissertação um debate sobre a possibilidade de um novo momento no sistema de moda, por intermédio de uma regeneração e refreamento dos desgastes causados pela massificação, fruto de uma sociedade de consumo.

 

“Como a carga cultural, mediante o artesanato, agrega valor simbólico aos produtos de moda e contribui no processo de desaceleração do método produtivo industrial? Apoiando neste questionamento, foi proposto um estudo de caso da marca Leafy Natural Couture, tendo como substrato metodológico a Sociologia Compreensiva, juntamente com a Hermenêutica Simbólica, buscando, a partir disso, identificar quais potências simbólicas regem o movimento Slow Fashion na sociedade pós-moderna e compreender como é feito o estímulo na troca de conhecimentos entre profissionais de moda e artesãos a fim de conceber e desenvolver produtos com “aura””, relatou a estudante.

 

O trabalho foi aprovado com distinção em banca composta pelos professores Dra. Heloisa Juncklaus Preis Moraes – UNISUL (orientadora); Dra. Graziela Brunhari Kauling – IFSC (avaliadora); Dr. Mário Abel Bressan Júnior - UNISUL (avaliador) e Dra. Chirley Domingues – UNISUL (suplente).   

 


 

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Seca, xote e baião norteiam pesquisa no doutorado

 

(24/06/2020) Seguindo o calendário de defesas totalmente online, o doutorando Teodulino Mangueira Rosendo concluiu com louvor sua trajetória no PPGCL. Nesta terça-feira, 23, o estudante defendeu sua tese intitulada “Seca, xote e baião: o funcionamento da memória, da autoria e da resistência no discurso pedagógico”.


Orientado pelo professor Dr. Maurício Eugênio Maliska, o trabalho de Teodulino buscou compreender os efeitos de sentidos pelos processos parafrásticos e polissêmicos a partir de fotografias e poesias construídas no Projeto Seca, Xote e Baião, desenvolvido com alunos do ensino médio da Escola Estadual Bernardino José Batista, Triunfo- PB, alto sertão nordestino, discutindo a problemática da seca e homenageando Luiz Gonzaga em seu centenário após leitura e debate da obra Vidas Secas do Graciliano Ramos.

 

“Diante desse arquivo, fizemos um recorte pela via das noções que foram mobilizadas no processo de descrição/interpretação constituindo nosso dispositivo teórico-analítico, e pela análise buscamos o funcionamento da memória, a condição/possibilidade da autoria e da resistência na produção de sentidos no discurso pedagógico, considerando a relação da historicidade, da memória e do acontecimento materializados”, explica o doutorando.

 

Teodulino Mangueira Rosendo foi aprovado com distinção em banca composta pelos professores Dr. Maurício Eugênio Maliska – UNISUL (orientador); Dra. Bethânia Mariani - Universidade Federal Fluminense (avaliadora); Dr. Sandro Braga – Universidade Federal de Santa Catarina (avaliador); Dra. Nádia Régia Maffi Neckel - UNISUL (avaliadora); Dra. Solange Maria Lêda Gallo – UNISUL (avaliadora) e Dra. Giovanna Gertrudes Benedetto Flores – UNISUL (suplente).  

 


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Modelagem matemática é tema de tese

 

(19/06/2020) O estudante Bazilicio Manoel de Andrade Filho defendeu tese intitulada “Modelagem de transformações gasosas em situações didáticas: análise conforme a teoria da conciliação de metas” na manhã desta sexta-feira (19). A defesa, que foi integralmente remota, contou com a participação de pesquisadores franceses.


Um olhar orientado pela noção de conciliação de metas


Em seu estudo, Andrade Filho verificou a pertinência epistemológica e metodológica da arquitetura abdutivo-dedutiva da teoria de conciliação de metas para descrever e explicar processos ostensivo-inferenciais na mobilização de registros de representação semiótica em situações didáticas envolvendo modelagem matemática.

 

Segundo o pesquisador, a Base Nacional Comum Curricular, em capítulo destinado ao Ensino Médio, destaca que o foco do ensino da matemática é a construção de uma visão integrada da Matemática. O documento ressalta que os estudantes devem desenvolver processos de investigação, de construção de modelos e de resolução de problemas e mobilizar modos próprios de raciocinar, representar, comunicar, argumentar.

 

“Considerando essas questões, eu assumi que a modelagem matemática é uma forma de proporcionar ao estudante o desenvolvimento da capacidade de ler, interpretar, formular e resolver problemas”, diz Andrade Filho. “O que produzi de inovação foi agrupar um conjunto de teorias para otimizar essa tarefa”, complementa.

 

Andrade Filho refere-se à utilização simultânea inovadora da teoria dos registros de representação semiótica para viabilizar relações entre as dimensões sintática, semântica e pragmática dos objetos matemáticos pertinentes à modelagem; da teoria das situações didáticas, para favorecer a mobilização de registros requer um planejamento que possibilite ao estudante a apreensão do conhecimento; e da teoria de conciliação de metas para refletir sobre os processos comunicacionais ostensivo-inferenciais nessas atividades.

 

“Para viabilizar o estudo, eu elaborei um plano de ação intencional que continha uma proposição de uma situação didática envolvendo modelagem matemática de transformações gasosas isotérmicas, isobáricas e isovolumétricas”, explica. “Meu plano de ação foi aplicado a grupos de estudantes do curso técnico de nível médio integrado em química do Instituto Federal de Santa Catarina – campus Criciúma”.

 

A atividade foi organizada em três contextos, cada qual dividido em duas etapas. A etapa 1 consistiu em um contexto inicial procurando favorecer aos estudantes a identificação da transformação gasosa envolvida e a relação entre as variáveis; a etapa 2 apresentou um roteiro experimental seguido de questões norteadoras para fornecer subsídios à ação dos estudantes nas diferentes fases da modelagem e níveis de milieu.

 

Os resultados da aplicação da pesquisa de Andrade Filho sugerem que a arquitetura abdutivo-dedutiva da teoria de conciliação de metas foi pertinente não apenas para descrever e explicar aspectos ostensivo-inferenciais da ação dos estudantes nos diferentes níveis de milieu e nas diferentes fases da modelagem matemática das transformações em pauta (dimensão epistemológica), mas também para elaborar, monitorar e avaliar a própria situação didática (dimensão metodológica).

 

“Os estudantes estabeleceram um plano de ação intencional para cada um dos contextos organizados, projetando uma meta Q para a atividade e, a partir de hipóteses abdutivas antefactuais, projetando subplanos cada vez mais específicos a serviço do plano de ação intencional global, que foram sendo sucessivamente executados e checados”, relata o pesquisador.

 

Orientado pelo professor Dr. Fábio José Rauen e contando com a coorientação do professor Dr. Patrick Gibel da Université de Bordeaux, a pesquisa de Andrade Filho foi aprovada por banca formada pela professora Dra. Isabelle Bloch (Université de Bordeaux), Dr. Saddo Ag Almouloud (Pontifica Universidade Católica de São Paulo), Dra. Morgana Scheller (Instituto Federal Catarinense), Dra. Suelen Francez Machado Luciano (Unisul/Faculdade SENAC) e Dra. Marleide Coan Cardoso (Instituto Federal de Santa Catarina).  

 


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PPGCL seleciona estudantes para turmas 2020

 

(15/06/2020) Na manhã desta segunda (15), aconteceu o exame escrito de ingresso para as turmas 2020 dos cursos de mestrado e doutorado em Ciências da Linguagem. Seleção prossegue amanhã com entrevistas.


Questões de Texto, discurso e cultura


A partir das 9 horas da manhã, candidatos aos curso de mestrado e doutorado se reuniram em duas salas do Zoom para responder questões sobre três importantes obras da área de linguagem: “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, de Walter Benjamin;  Vista d'olhos sobre o desenvolvimento da linguística, de Émile Benveniste; e “A ordem do discurso”, de Michel Foucault.

 

“O exame é uma parte muito importante do processo, porque ele seleciona candidatos a bolsas oferecidas pela Capes”, explica Kellen Oliveira, secretária do PPGCL. “Este ano estamos vivendo o desafio de implementar a seleção de forma remota”, complementa.

 

Kellen se refere ao modo como o exame foi desenvolvido este ano em função das medidas de distanciamento social decorrentes do combate à pandemia. O Programa organizou duas salas na plataforma Zoom dedicadas aos candidatos de mestrado e de doutorado respectivamente e desenvolveu questões que demandam fortemente por competências de interpretação.

 

“Levar a efeito um exame escrito nessas condições foi um desafio muito grande para o Colegiado”, admite o professor Fábio Rauen, coordenador do Programa. “Nós temos consciência de que estamos lidando com expectativas de formação das pessoas que, por vezes, somente podem ser viabilizadas com a bolsa da Capes. Isso nos coloca na responsabilidade de promover uma seleção justa, apesar das condições excepcionais que a Covid-19 nos impõe”, reconhece.

 

O processo seletivo não se resume ao exame escrito. Anteprojetos e currículos já foram avaliados na semana passada e amanhã ocorrem as entrevistas individuais com os professores das linhas de pesquisa do candidato. Resultados serão publicados ainda em junho, matrículas acontecem em julho e aulas se iniciam em agosto.

 

Na foto, um flagrante da sala de doutorado.  

 


Foto: Ilustração/PPGCL

Programa abre temporada de defesas neste mês de junho

 

(09/06/2020) Começa a partir de 19 de junho a temporada 2020 de defesas de teses e dissertações do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul. Calendário, sempre dinâmico, registra cinco teses e duas dissertações para os meses de junho e julho.


Temporada Intensa


O final do primeiro e início do segundo semestre de cada ano é marcado no PPGCL pela quantidade expressiva de defesas de teses e dissertações. Até o fechamento dessa matéria, já estavam programados sete trabalhos de conclusão de curso para junho e julho: cinco teses e duas dissertações, mas esse número tende a aumentar na medida em que as bancas vão sendo marcadas.


“O fato de o meio do ano ser povoado de trabalhos de conclusão decorre de o início de nossas turmas ser em agosto”, explica o professor Fábio José Rauen, coordenador do PPGCL.

 

“Em julho, nossos alunos de mestrado que iniciaram o curso em 2018 e nossos alunos de doutorado que iniciaram o curso em 2016 completam dois e quatro anos respectivamente, que são a quantidade normal de anos para finalizar a formação” esclarece.


A novidade esse ano é a modalidade da defesa. “Devido à política de distanciamento social, nossas bancas serão integralmente remotas”, diz Kellen Oliveira, secretária do Programa. “Para isso nós vamos usar a plataforma Zoom, que foi disponibilizada pela Universidade”, completa.


A temporada se inicia com a defesa da tese “Modelagem de transformações gasosas em situações didáticas: análise conforme a teoria da conciliação de metas”, de Bazilicio Manoel de Andrade Filho, no dia 19 de junho, às 8h30min.


A programação completa das defesas bem como o link para assisti-las podem ser vistos clicando aqui para dissertação e aqui para tese. Todas as participações geram certificado de ouvinte.
 


Foto: Ilustração/PPGCL

Programa seleciona estudantes on-line

 

(07/06/2020) PPGCL promove seleção on-line inédita de estudantes incluindo exame escrito, entrevistas e análise de anteprojetos e currículos. 48 candidatos se inscreveram para as turmas de 2020 dos cursos de mestrado e de doutorado.

 

O Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem inova mais uma vez ao selecionar integralmente de forma on-line novos estudantes de seus cursos de mestrado e doutorado. Providência decorre das medidas de distanciamento social em função do combate à Covid-19. No edital desse 2020, o Programa oferece 14 vagas de doutorado e 18 vagas de mestrado para as quais se inscreveram 17 e 31 candidatos, respectivamente.


“A aprovação em nossos cursos deriva de três notas: da análise do currículo, da análise de um anteprojeto de pesquisa e da análise do desempenho em entrevista; mas nosso maior desafio para promover uma seleção integralmente on-line é o exame escrito, que seleciona os estudantes que serão contemplados com oito bolsas da Capes”, explica o coordenador.

 

“Estamos lidando bem com essas questões do ponto de vista do planejamento; mas precisamos ver como o modelo roda na prática”, complementa.


Nesta semana, até quarta-feira (10), currículos e projetos estão sendo avaliados. Na manhã da próxima segunda-feira (15) ocorre o exame escrito e durante a próxima terça-feira (16) ocorrem as entrevistas. Edital de aprovados será publicado até 26 de junho, matrículas ocorrem em julho e aulas se iniciam em agosto.


Foto: Ilustração/PPGCL

Professora Nadia participa do "Abralin ao vivo"

 

(05/06/2020) Apesar de vivermos um momento de isolamento social causado pelo Covid-19, a ciência e o intercâmbio de ideias entre pesquisadores não podem parar. E por isso os eventos que antes eram acostumados a formar agloremações para troca de conhecimento, estão migrando para plataformas virtuais. A Associação Brasileira de Linguística entrou nessa transição e criou o “Abralin ao Vivo”. O evento contou com conferências e mesas com importantes nomes do cenário nacional e internacional da Linguística, incluindo a professora Nadia Neckel.

 

A pesquisa encontra a realidade


A participação da professora Nadia foi na mesa-redonda “Museu e(m) (dis)curso”. Também participaram as professoras Débora Massman (UFAL), Maria Cleci Venturini (Unicentro) e Verli Petri (moderadora - UFSM). Objetos simbólicos que ressoam pela memória, pela história e pela arte no museu como ‘lugar de memória’ fizeram parte da discussão.

 

“Pude discutir e fazer gritar o tempo/espaço que estamos vivenciando agora em 2020. Pensar como, no campo da arte esse, tempo e o modo de vida/morte, afectam os corpos. Me debrucei em parte da proposição desta mesa: pensar que “a arte funciona como um registro social e, também, como um dos processos de significação, ressoando a resistência e o político”, disse Nadia.

 

A professora ainda pôde voltar aos acervos virtuais dos museus, buscando estabelecer um elo dos acontecimentos de agora, com produções tecidas em meio a momentos históricos de tensão e crises mundiais como a que estamos vivendo.

 


Foto: Patrícia Amorim

PPGCL promove Seminário Virtual nesta quarta e quinta-feira

 

(26/05/2020) Nesta quarta (27) e quinta-feira (28) o Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem vai promover um Seminário Virtual. Através da plataforma Zoom, mestrandos e doutorandos, irão realizar apresentações de trabalho.

 

Temas diversos

 

Vários temas serão discutidos no seminário, reforçando mais uma vez um dos diferenciais do PPGCL que é a sua multidisciplinaridade. A abertura do Seminário Virtual vai acontecer as 19h desta quarta-feira e terá em pauta a teoria do Imaginário, construção e a desconstrução do estereótipo no filme Corra!, suicídio e literaturas africanas.

 

Para acompanhar o primeiro dia clique aqui.

 

Já o segundo dia do Seminário virtual do PPGCL, abordará temas como análise do discurso (AD) “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”, a construção do corpo das mulheres presidentas, o imaginal de Henry Corbin, ensaios videográficos e a hermenêutica jurídica e inteligência artificial na perspectiva da AD.

 

Para acompanhar o segundo dia clique aqui.

 

O evento é gratuito, aberto ao público e gera certificado de participação. Nos siga nas redes sociais instagram.com/ppgcl.unisul e facebook.com/ppgclunisul e fique por dentro de tudo que acontece no PPGCL!  

 


Foto: Alexandre Linck Vargas

História em quadrinhos é tema de evento online

 

(25/05/2020) A Universidade Federal de Juiz de Fora promove entre os dias 25 a 29 de maio o “hqweek”, um evento gratuito que debate como as tecnologias digitais podem proporcionar novas experiências narrativas e revolucionar o mercado brasileiro de história em quadrinhos (HQs). O professor Alexandre Linck Vargas, que pesquisa a área, participou do primeiro dia do evento.

 

“Webcomics para telas pequenas: simultaneidade e crise da narrativa” foi o título da comunicação apresentada pelo professor da linha de Linguagem e Cultura do PPGCL, nesta segunda-feira, 25. Alexandre refletiu sobre como as webcomics trazem consigo um problema de ordem estética, conforme adaptam-se para os smartphones.

 

“A tela pequena reduz o espaço para a simultaneidade. Torna-se, portanto, um desafio aos quadrinistas da atualidade modos de fazer quadrinhos para as novas tecnologias, conjugando as potências dos quadrinhos tradicionais e uma crítica que se anuncia uma vez mais ao império da narratividade”, comentou o professor. 

 

Durante todo evento, acadêmicos e pesquisadores da área se juntam a profissionais brasileiros consagrados no mercado de HQs para promover debates sobre aspectos diversos que permeiam o universo das histórias em quadrinhos, tais como as relações das HQs com o jornalismo, a memória e a narrativa transmídia. oc é um festival diferente.

 

A programação pode ser acessada nos links:

Instagram HQweek!: https://www.instagram.com/hqweek/

Facebook HQweek!: https://www.facebook.com/hqweek/

Site HQweek!: https://www.hqweek.com.br/  

 


Foto: Divulgação

Professora Ramayana participa do IX Cachoeira, evento inicia nesta terça

 

(25/05/2020) A professora Ramayana Lira de Sousa, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem e do Curso de Cinema e Audiovisual da Unisul é uma das curadoras do IX CachoeiraDoc, importante festival de cinema documentário.

 

O CachoeiraDoc é um festival diferente. No Brasil, temos o É Tudo Verdade, "um maravilhoso festival de documentário que é mais voltado para o mercado", explica a professora. “O CachoeiraDoc é importante porque vai na contramão, apontando em estéticas e cineastas emergentes. O É tudo Verdade fala do documentário hoje, o CachoeiraDoc fala do futuro do documentário”.

 

A professora faz parte da equipe curatorial do festival. “Selecionar filmes e desenhar uma programação são atividades ao mesmo tempo incrivelmente difíceis e gratificantes”, pondera Ramayana.

 

“Para o CachoeiraDoc minha proposta curatorial leva em conta que entre imagem e mundo a fricção se dá por aquilo do mundo que, na imagem, ainda não se con-figurou, ou já se des-figurou, ou seja, não é novo ainda, ou já o deixou de ser há muito”.

 

Em 2020, devido à crise da Covid, o festival precisou redefinir suas atividades. Não haverá atividades presenciais, mas sim dois dias de debates com a equipe de curadoria. Ramayana explica que aA proposta é discutir como os filmes atuam sobre um presente em crise”.

 

Acessando o site do festival (http://www.cachoeiradoc.com.br/festivalimpossivel/) é possível encontrar links para os filmes e informações sobre os debates.

 

Ramayana Lira vai participar de uma live sobre o filme À beira do planeta mainha soprou a gente e sobre curadoria.

 


Foto: Patrícia Amorim

Mestrado e doutorado em Ciências da Linguagem com inscrições abertas
 

(08/05/2020) O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul está com inscrições abertas. São 18 vagas para o curso de mestrado e 14 para o curso de doutorado, tanto no campus Palhoça quanto em Tubarão, ambos com possibilidade de bolsa da Capes e institucional.

 

As inscrições estão disponíveis até o dia 31 de maio com uma novidade: todo processo seletivo está sendo realizado online. Para saber mais é só acessar o site www.unisul.br/linguagem.

 

Saiba mais sobre o PPGCL

 

Os cursos de Mestrado e de Doutorado se organizam a partir de duas linhas de pesquisa: a linha de pesquisa de Texto e Discurso e a linha de Linguagem e Cultura. Tendo como diferencial sua multidisciplinaridade, acolhendo estudantes das mais diversas licenciaturas e bacharelados que se interessam por objetos textuais, discursivos e culturais.

 

Tire suas dúvidas

 

Por conta da pandemia de Covid-19, o contato com o PPGCL está sendo feito a distância. Fale com a equipe por meio do Whatsapp (48) 3621-3369 ou pelos e-mails ppgcl.sec@unisul.br e ppgcl.pb@unisul.br.

 


 

Foto: Divulgação

Covid-19: e a arte como criação de mundos em comum
 

(14/04/2020) “Poesia, uma coisa pra nada”, sentenciou o poeta Paulo Leminski. O filósofo Jacques Derrida foi menos incisivo, mas, por fim, concluiu que o poema “se deixa fazer, sem atividade, sem trabalho, no mais sóbrio pathos, estranho a toda produção”. Também Georges Bataille afirmava que “a literatura rechaça de maneira fundamental a utilidade”. Antes deles, no prefácio de O Retrato de Dorian Gray, o esteta Oscar Wilde ampliara a assertiva para além da escritura ao dizer que “toda a arte é absolutamente inútil”.

 

Em um mundo utilitarista, mercadológico, produtivista, essa gratuidade, esse dom, legou a arte à parte do fogo, ou seja, ela é “aquilo que uma cultura reduz à destruição e às cinzas, aquilo com o que ela não pode conviver, aquilo que ela faz um incêndio eterno”, diz Maurice Blanchot. O incêndio pode até ser eterno, mas quanto mais o Estado flerta com o fascismo, mais as chamas se avivam. Lembremos da famosa fogueira de livros promovida pelo Terceiro Reich ou, para não irmos muito longe, da muito recente onda obscurantista que tomou de assalto o Brasil e censurou artistas e exposições em nome da moral, da família e dos bons costumes. Nos últimos anos, vimos editais, investimentos, fundações, agências de fomento e o próprio Ministério da Cultura serem extintos – afinal, a arte não serve para nada mesmo.

 

Mas se ela não serve para nada, por que incomoda tanto? Talvez porque esteja justamente neste “não servir para nada” que se encontra sua potência, uma potência de não, segundo a expressão de Giorgio Agamben, que é o contrário da impotência. A potência de não da arte é um agenciamento social e político, ela age no mundo nos desviando de sua lógica da produtividade, da atividade, do lucro, colocando em questão nossas dicotomias classificatórias e mercadológicas, através das quais reduzimos ao útil tudo o que nos cerca, de coisas a pessoas, passando, é claro, pela natureza. Daí o xamã Yanomami Davi Kopenawa nos apelidar de “povo da mercadoria”, por nosso desejo desmedido por mercadorias a ponto de não enxergarmos nada além delas. “Seu pensamento se esfumaçou e foi invadido pela noite. Fechou-se para todas as outras coisas. Foi com essas palavras da mercadoria que os brancos se puseram a cortar todas as árvores, a maltratar a terra e a sujar os rios”, afirma ele.  

A arte nos faz enxergar para além da mercadoria, resgata nossa sensibilidade, nos desvia do automatismo, nos faz perceber o mundo, experienciá-lo verdadeiramente. Em O tempo e o cão, a psicanalista Maria Rita Kehl conclui, a partir de Walter Benjamin, que o tempo mecanizado do capitalismo é sobrecarregado de impulsos. Esse tempo comprimido nos escapa, a vida passa em altíssima velocidade sem percebermos, a sensação de cansaço é constante (Byung-Chul Han nos chama de “sociedade do cansaço”), não há lugar para a fantasia, o devaneio, a imaginação. Essa série de vivências automáticas não produzem modificações duradoras no psiquismo, deixando uma sensação de vida vazia, não vivida, nos incapacitando de experienciar o que vivemos. Como diria Leon Tolstoi, “se toda a vida complexa de muita gente se desenrola inconscientemente, então é como se esta vida não tivesse sido”.

 

E é para libertar nossa percepção desse automatismo que existe arte, defende o formalista russo Vítor Chklóvski em um famoso texto de 1917, intitulado “A arte como procedimento”: “E eis que para devolver a sensação de vida, para sentir os objetos, para provar que pedra é pedra, existe o que se chama arte. O objetivo da arte é dar a sensação do objeto como visão e não como reconhecimento; o procedimento da arte é o procedimento da singularização dos objetos e o procedimento que consiste em obscurecer a forma, aumentar a dificuldade e a duração da percepção. O ato de percepção em arte é um fim em si mesmo”.

 

Assim, se a lógica da mercadoria busca transformar tudo em objeto padrão, que pode ser medido segundo um axioma comum – o dinheiro, inclusive outros seres vivos, humanos ou não, a arte faria o contrário, singularizaria tudo, inclusive as coisas, os acontecimentos de nossa vida, a linguagem, o pensamento, os afetos, aumentando nossa percepção deles (como a criança que se deslumbra com o mundo a todo instante).

 

Não sabemos ainda quais serão as consequências desse isolamento social a que fomos forçados para nos proteger do Covid-19, mas, queiramos ou não, para o bem ou para o mal, o mundo não será mais o mesmo. Fomos obrigados a desacelerar, a reduzir o passo, a consumir menos; e a arte saiu do seu lugar de coisa menor, ganhou status de serviço de utilidade pública diante do tédio, da solidão, do medo, do trauma. Podemos pensar essa conjunção entre a necessidade do isolamento e a revalorização da arte como uma espécie de linha de fuga de nossa temporalidade acelerada, sufocante, de nosso automatismo vazio, de nossa insensibilidade mercadológica, uma possibilidade de criação de mundos comuns, ali onde os corpos não podem se tocar, não a falsa universalidade do como-um fascista (que reduz a alteridade à mesmidade, o outro ao eu), mas a criação de mundos com-uns, onde os seres se percebem como seres-uns-com-os-outros, singularmente plurais, segundo a bela expressão de Jean-Luc Nancy. Uma abertura ao outro, ao mundo, ao mundo do outro, a outros mundos possíveis.

 

Texto: Professora Ana Carolina Cernicchiaro 


 

Foto: UCSB

Egresso do PPGCL publica artigo em revista internacional
 

(08/04/2020) O egresso do curso de Mestrado em Ciências da Linguagem da Unisul Jessé Torres teve artigo publicado na revista Santa Barbara Portuguese Studies, do Departamento de Espanhol e Português da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, EUA. O volume 4 da revista é uma edição dedicada a trabalhos que investigam a obra do filósofo Vilém Flusser, justamente o objeto de estudo do pesquisador.

 

O texto foi originalmente escrito para o seminário Primeras Jornadas Flusserianas: Naturaleza, Cultura, Basura. Flusser y después..., realizado na Universidade Nacional de Córdoba, Argentina, em 2019. Em seu trabalho, Torres explora o conceito de ficção filosófica na obra do pensador, composta essencialmente de ensaios, mas também de muitos contos filosóficos, que se situam numa zona fronteiriça entre a literatura e a especulação filosófica. De origem tcheca, Vilém Flusser se naturalizou brasileiro para escapar da perseguição nazista aos judeus.

 

"Estou muito feliz com esse reconhecimento que é a publicação de um artigo em uma revista internacional", afirmou o pesquisador.

 

Em seu mestrado, Torres contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), através de bolsa de estudos de isenção de taxas, e do Arquivo Vilém Flusser São Paulo, ligado à PUC-SP, que concedeu acesso a seu acervo digital para a pesquisa. Entre os editores convidados do volume 4 está o prof. Gustavo Bernardo Krause, da Universidade do Estado do Rio do Janeiro.

 

Link para acessar a publicação: https://sbps.spanport.ucsb.edu/volume/4 


Foto: Fábio Rauen

Falácias em tempos de Covid-19
 

(07/04/2020) Em tempos de reclusão social, quando um mundo de medos e inseguranças parece desabar sobre nós, outra praga se espraia em nosso horizonte: declarações e argumentos falaciosos disseminados por ignorância ou má fé. Combatê-los é ato tão relevante quanto a linha de frente da guerra contra a Covid-19. 

 

Assim como nossas pequenas ações de prevenção contra o contágio podem influir no limiar que separa a passagem segura dessa tempestade e o colapso de nosso sistema de saúde, ações de prevenção contra boatos ou Fake News cumprem função paralela. Podemos ser levados por crenças falsas muitas vezes insufladas por mentes perversas a demolir todo um conjunto de esforços diligentes de uma cadeia imensa de pessoas devotadas a superar a crise.

 

A questão que se impõe em tempos de boatos tão nefastos é como distinguir a verdade. Temos que admitir que reconhecer a verdade não é tarefa fácil por razões de infinitas ordens, inclusive epistemológicas, mas havemos de traçar uma linha de consenso segundo a qual há certas questões que, a despeito de nossas vontades e ideologias, são o que são. Entretanto, em tempos obscuros de terra plana, mesmo delimitar linhas como essas é muito complexo.

 

Apesar disso, boatos deixam algumas pistas, e uma possibilidade de observá-las, que obtemos da retórica (a arte de argumentar) e de lógica (a arte de pensar), é a de analisar sem paixões os fundamentos daquilo que vemos, ouvimos ou lemos. Para nos tornarmos mais vigilantes, uma estratégia prática pode ser a de converter qualquer informação que estamos processando em um argumento condicional do tipo “Se P, então Q” ou em uma construção explicativa do tipo “Q, porque P”, tal que “P” representa uma premissa com a qual se fundamenta uma conclusão e “Q” representa uma conclusão a que se chega em função da verdade da premissa ou que é justificada pela verdade dessa premissa.

 

Vejamos isso na prática, analisando uma declaração simples. Quando aplicamos as fórmulas “Se P, então Q” ou “Q, porque P” em afirmações simples do tipo “Cloroquina evita Covid-19”, percebemos imediatamente que ela não explicita seus fundamentos. Afinal, entre outras questões: De onde provém essa opinião isolada? Quais são as bases para esse juízo?

 

Todavia, convenhamos, uma afirmação como essa não emerge num vazio. Em teoria da relevância, distinguimos sentenças de enunciados, dizendo que enunciados são realizações concretas de sentenças com propriedades gramaticais que herdam das sentenças e com propriedades não gramaticais que herdam do contexto pragmático da enunciação e, desse contexto, propriedades do próprio enunciador. 

 

Assim, nós não ouvimos ou lemos afirmações como “Cloroquina evita Covid-19” isoladamente, mas vemos, por exemplo, “Donald Trump dizer que cloroquina evita Covid-19” ou então ouvimos ou lemos o relato de que “Donald Trump disse que cloroquina evita Covid-19”. Essa constatação, audição ou leitura nos leva a crer que “Donald Trump crê que cloroquina evita Covid-19” e, ainda mais complexo, nos leva a crer que “cloroquina evita Covid-19”. Não sem motivo, em seguida, somos assaltados por notícias de escassez de cloroquina, porque várias pessoas, sem as devidas confirmações da ciência, adquiriram preventivamente o remédio para “evitar Covid-19”.

 

O que acontece aqui é o famoso “argumento de autoridade”, uma falácia bem conhecida na literatura segundo a qual uma declaração é verdadeira somente porque foi enunciada por uma autoridade. Aplicando as fórmulas “Se P, então Q” ou “Q, porque P” ao exemplo, temos: “Se Donald Trump disse que cloroquina evita Covid-19, então cloroquina evita Cobid-19” ou “Cloroquina evita Cobid-19, porque Donald Trump disse que cloroquina evita Covid-19”.

 

O problema é justamente esse. Somente porque “Donald Trump disse que cloroquina evita Cobid-19” o remédio tem essa propriedade? Somente porque “um suposto cientista de um país desconhecido” ou “o vizinho do primo do meu amigo” disse então algo se eleva ao estatuto de verdade? Destaque-se, apelar para supostos especialistas ou autoridades é uma estratégia eficiente de espalhar boatos, daí porque autoridades como Donald Trump deveriam ser mais responsáveis em relação ao impacto de suas opiniões públicas.

 

As mesmas fórmulas podem ser aplicadas em argumentos, um raciocínio com premissas e conclusões explícitas. Por exemplo, em “Devemos acabar com os radares, porque eles só servem para multar”, o argumento implícito é o de “Se radares só servem para multar, então devemos acabar com eles”. Aqui, mais uma vez, devemos voltar nossas atenções aos fundamentos da conclusão, ou seja, por que motivo “devemos acabar com os radares”. Neste exemplo, a premissa do argumento sugere que que devemos acabar com eles porque “todos os radares servem apenas para multar”. Mas, todos os radares servem, de fato, apenas para multar? Inclusive aqueles próximos de hospitais e escolas? Fácil de ver que esse argumento é uma falácia, um raciocínio falso que se disfarça como verdadeiro, pois há radares que inibem acidentes em áreas de fluxo de doentes ou crianças e, desse modo, não foram concebidos apenas para multar.

 

Em síntese, se o segredo de um mágico é fazer com que nós prestemos atenção à mão direita quando a mágica acontece na mão esquerda, o segredo de um boato é fazer nós prestarmos atenção à conclusão quando é na premissa que ocorre a falha, o erro ou o engano. O antídoto, em todos esses casos, é prestar atenção ao que a mão esquerda faz. Isso pode não ser suficiente para evitar o engodo, mas é uma ação necessária se quisermos ser mais vigilantes com relação às informações que processamos.

 

Texto: Professor Fábio José Rauen


 

Foto: Divulgação

COVID-19: a professora que se reinventou durante a quarentena
 

(31/03/2020) A jovem paulista, recém-doutorada na França, chega, no final dos anos 90 na Unisul e ajuda a plantar a semente da ciências da linguagem no Campus da Pedra Branca.  Mostra a importância da linguagem e da análise do discurso para o processo de comunicação. E participa da implantação dos cursos de Jornalismo e Publicidade no Campus da Pedra Branca. Vinte e dois anos depois, depara-se com um novo desafio: é preciso ensinar de casa, por força da pandemia que isola o ser humano na maioria dos países.

 

Solange Leda Gallo, professora do Mestrado e Doutorado em Ciências da Linguagem na Unisul e da graduação em Jornalismo não poupou a sua teimosia. Assistiu a vídeos tutoriais e relembrou os tempos de uma jovem docente.

 

“J’avais froid dans mon ventre, respirei fundo e mesmo com frio na barriga estreei no chat. No início foi difícil. Olhei para a página aberta e não sabia o que serviria para o que eu precisava. Mural? Forum? Midiateca? Exposição? Tudo abstrato e sem sentido naquele momento inicial”. Mas o apoio técnico e os recursos tecnológicos da Unisul a ajudaram a vencer a transposição. “Sim, é preciso vencer uma nova realidade. Por maior que seja o conhecimento do professor, é fundamental que estejamos preparados para momentos como esse. E quem sabe já estaremos nos adequando a um futuro inevitável”, salienta.

 

Solange Gallo, relata que pensou: ok, então chegou minha hora de interagir com os alunos, vamos encarar o que é preciso fazer. “Entrei…esperei um pouco e escrevi: boa noite, pessoal! Então eles começaram a entrar aos poucos e a conversa foi esquentando e ficou muito, muito bom. Ótimo! Eles perguntavam mesmo, prá valer, e eu tentando não perder o ritmo do papo, respondendo da forma mais precisa e rápida possível. Foi um desafio, mas muito gratificante. Depois coloquei tarefas no fórum, e percebi que poderia abrir e corrigir ali mesmo as respostas de todos eles, não precisava mais do e-mail. Também comecei a acessar a ferramenta Turma pra enviar recados individualizados. Tudo estava funcionando! Que legal!”

 

A professora conta, que vencida a primeira etapa, logo veio a segunda, que logo chegou outro desafio, o da webconferência e, devo, frio na barriga. “Será que eles vão aparecer? Será que vão me ver e ouvir bem? E, então aconteceu, e foi muito legal também. Quando percebi aquela fila enorme de “Boa noite professora” do lado esquerdo da tela, fiquei muito feliz, eles estavam ali. Fiquei empolgada como eu fico nas aulas presenciais durante todo tempo da aula. Eles interagiam com perguntas o tempo todo e depois escreviam. Ah, entendi. Nossa, que alívio, estava funcionando e muito bem”.

 

Solange Gallo disse que se sentiu enriquecida com este momento de interação on line com os alunos. “Estou feliz com a oportunidade de ter sido “obrigada” a encarar essa metodologia, que sempre me atraiu, mas que nunca tinha sido, de fato, necessária. Portanto, sempre ficou em meus planos como algo a ser experimentado depois. Fico feliz que o depois tenha chegado! Está sendo um desafio que nós e os alunos estamos vencendo juntos. Além disso, sempre achamos que a EAD é uma alternativa secundária, mas esse tabu já caiu. Em determinados momentos e contextos funciona até melhor”, ressalta Gallo.

 

Texto: UnisulHoje


Foto: Anchor

Professora Ana Carolina participa de homenagem dos 100 anos de Clarice Lispector

(26/03/2020) A professora Ana Carolina Cernicchiaro, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul, participou do projeto Clarice 100 Ears, coordenado pela professora Marília Librandi-Rocha, da Universidade de Princeton (EUA). Sua participação foi através de um podcast. Saiba como ouvir!

 

O projeto Clarice 100 Ears é multilíngue e conta com leituras de pesquisadores, escritores e críticos literários do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Argentina, México, Espanha, Reino Unido, Itália, França e Japã. A homenagem fará parte do evento "Clarice Lispector 100 Years", que acontecerá na Universidade de Princeton (lispector.princeton.edu).

 

O áudio pode ser ouvido em https://anchor.fm/marilia-librandi.  

 


Foto: PPGCL
Atividades à distância são implementadas

(18/03/2020) Aulas, orientações e demais atividades do PPGCL estão sendo realizadas com recursos de ensino a distância desde segunda. Iniciativa colabora com esforço coletivo de prevenção e combate ao COVID-19.

Medida necessária

Desde segunda (16), todas as atividades de pesquisa, ensino e extensão do PPGCL estão sendo realizadas remotamente. Nesta quarta (18), medida se estende para questões administrativas. Professores, estudantes e colaboradoras estão atuando desde suas residências.

“Sem paralisar as atividades e mantendo a qualidade do Programa, estas medidas necessárias ajudam decisivamente na diminuição do contágio da doença”, esclarece o professor Fábio Rauen, coordenador do programa.

“Aulas e orientações estão sendo prioritariamente realizadas pelos recursos on-line de aprendizagem da Unisul Virtual e defesas de projetos e ensaios de tese estão sendo remarcadas por videoconferência”, complementa.

Cronograma do processo seletivo é mantido

Apesar das restrições de mobilidade, o cronograma do processo seletivo está sendo mantido, com inscrições abertas até 30 de abril de 2020. Quaisquer orientações podem ser obtidas pelos e-mails ppgcl.sec@unisul.br e ppgcl.pb@unisul.br. Professores do Programa estão disponíveis para ajudar os candidatos a elaborar seus anteprojetos de dissertação ou tese.

Além disso, toda a documentação agora pode ser encaminhada on-line, dispensando a necessidade de comparecer presencialmente. “Essa medida será mantida até o final do prazo das inscrições”, diz Kellen Oliveira, secretária do PPGCL.

Na foto, um flagrante da professora Giovanna Flores lecionando a disciplina “Tópicos Especiais em Discurso, Cultura e Mídia” nesta terça (17).


Foto: Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano

Primeiro dia do Seminário Internacional Imaginário e Memória é sucesso!

(11/03/2020) O evento de caráter cientifico iniciou ontem e encerra na quinta-feira (12), no auditório do bloco Cettal, campus de Tubarão da Unisul. Com a presença de palestrantes nacionais, o seminário tem como público-alvo pesquisadores, docentes e alunos de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, e graduação. Essa é uma iniciativa da linha de pesquisa Linguagem e Cultura do PPGCL em parceria com cursos de graduação correlatos.

Os responsáveis pela coordenação das atividades propostas fazem parte de dois grupos de pesquisa, Mario Abel Bressan Junior (Memória, Afeto e Redes Convergentes), e Heloisa Juncklaus Preis Moraes (Imaginário e Cotidiano). Além das palestras o evento também reunira durante a tarde pesquisadores de todo o Brasil para apresentação oral de seus trabalhos, são cerca de 45 propostas aprovadas. Os assuntos discutidos pelos alunos participarão de uma mesa redonda com outros professores da área, nos dias 11 e 12/03. Mario Abel ressalta que os acadêmicos terão a oportunidade de assistir a apresentação de outros estudantes, o que fortalece ainda mais a busca pelo aprimoramento dessas pesquisas.

A palestra de abertura foi com o jornalista Juremir Machado Da Silva. Graduado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1984), graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1984), mestrado em Sociologia – Université Paris Descartes (1992) e doutorado em Sociologia – Université Paris V René Descartes (1995). Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia da Cultura, sociologia da mídia e sociologia do imaginário, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura, imaginário, mídia, comunicação, história e tecnologia. Durante a apresentação Juremir provocou os presentes a discutirem as diferenças de “Memória” e “Imaginário” para cada pessoa. Além de expressar as mudanças causadas nessa teoria com a chegada das novas tecnologias.

A professora Heloisa Juncklaus explica que a escolha dos palestrantes foi por serem pessoas conhecidas no meio dos grupos de pesquisas, inclusive são autores de livros sobre as teorias de Imaginário e Memória. Além de Juremir o evento conta com a participação de outros especialistas na área de pesquisa: Christina Ferraz Musse, Cristiane Finger Costa, Francisco Antonio Pereira Fialho, Graziela Brunhari Kauling, Rogério de Almeida e Rosane Gonçalves Nitschke.

 


Foto: Andreia Daltoé

Profa. Andreia Daltoé ministra palestra sobre construção de texto científico no curso de Direito

 

(10/03/2020) A profa. Do PPGCL, Andréia Daltoé, esteve nesta segunda-feira (9) com os alunos do curso de Direito da Unisul proferindo a palestra intitulada “A produção do texto científico no Direito: a língua como ferramenta (im)perfeita”. O objetivo foi atender dificuldades relacionadas a construção do Trabalho de Conclusão de Curso.


Andréia organizou uma conversa que partiu das questões sobre: a) Língua e sentido, passando por noções como ambiguidade, anfibologia, generalidade, indeterminação, lógica difusa, casos limítrofes, discricionariedade na interpretação jurídica, etc.; b) Língua e Direito, em que discutiu o discurso jurídico como espaço de litígio, de disputa por sentidos, de relações de poder; c) O texto científico no Direito: suas particularidades formais, ética no trabalho da intertextualidade, diferença entre o texto das peças judiciais e o TCC na área.


A partir de uma conversa interativa, levantando as principais angústias sobre a construção do texto científico, foi possível discutir a complexidade que envolve a escrita e o quanto este exercício não está dissociado da responsabilidade de autoria destes alunos com a interpretação de temas jurídicos tão importantes para a vida em sociedade.


Stephannie Roses Silveira, que cursa a 9 fase do curdo de Direito, a palestra ajudou muito nesta fase decisiva de nossa graduação. “Trouxe-nos informações valiosíssimas de estrutura e linguagem adequadas para serem usadas na confecção de nosso trabalho de conclusão de curso”, comenta a estudante.


Para Talita da Rosa Izidoro, formanda da 10ª, este período gera muitas dúvidas, inquietações em relação ao que se escreve e é comum que surjam alguns questionamentos como: será que vamos conseguir produzir um texto que seja coerente, coeso, claro e objetivo? Como devemos fazer para conectar um parágrafo a outro? “Essas e outras questões foram levantadas e respondidas na palestra ministrada pela professora Andreia. Agradeço a ela por nos mostrar que escrever realmente não é uma tarefa fácil, mas que com estudo e muita pesquisa chegaremos ao término desse trabalho”, contou Talita.

 


Foto: Divulgação

PPGCL promove evento em Tubarão
 

(09/03/2020) O PPGCL promove de terça a quinta no Campus Tubarão o “I Seminário Internacional Imaginário e Memória: culturas conectadas e dispositivos convergentes”. O evento proposto pela linha de pesquisa Linguagem e Cultura ocorre em parceria com cursos de graduação de Jornalismo, Publicidade.
 

Trabalho de Grupos de Pesquisa
 

Fruto do trabalho dedicado dos Grupos de Pesquisa “Imaginário e Cotidiano” e “Memória, Afeto e Redes Convergentes”, o Seminário é um evento de caráter científico que visa à difusão de pesquisas e debates de temas ligados à linguagem, à cultura, ao imaginário, à memória e outros afins, numa perspectiva interdisciplinar. O evento ocorre nas dependências do CETTAL do campus de Tubarão da Unisul e tem como público-alvo prioritários pesquisadores, docentes e alunos de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, e graduação.


O evento tem por objetivo “propor ambiente de discussão às sensibilidades coletivas forjadas em/por imagens e que perpassam o imaginário coletivo, a memória, a linguagem e a cultura”, complementa Heloisa Moraes, coorganizadora do evento. “Serão apresentados trabalhos científicos selecionados sobre o mundo pós-moderno, suas novas formas de conexão e de ser e estar presente, mobilizando nossas reflexões especialmente a partir de questões ordinárias do cotidiano e dos nossos localismos e regionalismos”, complementa Mário Abel Bressan Júnior, coorganizador.
 

Na terça à noite ocorre a conferência de abertura: “Imaginário: diferença e descobrimento”, do professor Juremir Machado da Silva (PUCRS). A conferência abordará as mediações em rede e imaginário e a produção, a circulação e o consumo conectado.
 

Na quarta à tarde, às 14 horas, ocorre a mesa-redonda: “Imaginário, Memória e afetos”, coordenada pela professora Heloisa Juncklaus Preis Moraes (Unisul), com os trabalhos “Imaginário, Sensibilidades e Afetos: Desafios para Promover Seres Saudáveis no Quotidiano em Tempos de Tecnosocialidade”, de Rosane Gonçalves Nitschke (UFSC) e “Uma reflexão sobre moda e imaginário: mocinha ou vilã?”, de Graziela Brunhari Kauling (IFSC). Em seguida, serão apresentados trabalhos do “GT: Imaginário e Memória - 1º dia”. À noite, ocorre a conferência “Conferência: Memória e nostalgia: as narrativas da audiência sobre os cinemas de rua” da professora Christina Ferraz Musse.
 

Na quinta à tarde, 14 horas, ocorre a mesa-redonda: “Culturas conectadas”, coordenada pelo professor Mário Abel Bressan Júnior, contando com os trabalhos “Desafios para uma televisão ubíqua”, de Cristiane Finger Costa (PUCRS); e “Imaginário, Memória e Arquétipos”, de Francisco Antônio Pereira Fialho (UFSC). Em seguida correm apresentações das pesquisas do “GT: Imaginário e Memória - 2º dia”. À noite ocorre a conferência de encerramento: “Cinema e os Imaginários Contemporâneos” do professor Rogério de Almeida (USP).
 

Para maiores informações, visite o evento Instagram: @IMAGINARIOEMEMORIA ou #IMAGINARIOEMEMORIA. Inscrições: https://www.even3.com.br/imaginarioememoria/
 

Texto: PPGCL


Foto: Divulgação

Evento conta com conferência de Dan Sperber
 

(06/03/2020) Acontece na UFPR o IV Workshop Internacional de Pragmática. Evento conta com conferência magna de Dan Sperber na terça a tarde e se encerra com conferência do professor Fábio Rauen da Unisul.
 

Estudos pragmáticos em destaque
 

O evento se inicia na terça-feira, dia 10, às 9 horas com a conferência de abertura “A Pragmática nossa de cada dia”, da Profa. Elena Godoy (UFPR) Líder do Grupo de Pesquisa Linguagem, Cognição e Comunicação da UFPR. Logo em seguida, serão apresentados trabalhos dos professores Aline Aver Vanin (UFCSPA), Aurélia Lyrio (UFES) e Cristina Lopes Perna (PUCRS) e, no início da tarde, Ana Tramunt Ibaños (PUCRS).
 

Às 14 horas, acontece a conferência magna do professor Dan Sperber, do CEU de Budapest e do Institut Nicod de Paris. Dan Sperber, junto com Deirdre Wilson do University Colege de Londres, são os autores da teoria da relevância, de relevância mundialmente reconhecida nos estudos pragmáticos.
 

As atividades se encerram com a conferência “Agência comunicativa: uma questão pragmática” da professora Stéphane Dias (IFRS, Rutgers University Center for Cognitive Science) e a mesa redonda: “Perspectivas em Pragmática Cognitiva”, mediada pela professora Crisbelli Domingos (UFPR), contando com os trabalhos “Pragmática e neurociência: um mapeamento das perspectivas internacionais atuais” de sua autoria; “Os processos da comunicação”, de Ivete Morosov (PUCPR/UFPR) e “Cognição, motivação e aquisição de L2” de Marina Xavier (UEPG/UFPR).
 

Na quarta-feira (11), o evento se inicia pela manhã com a mesa redonda “Fake News e Linguagem em uso: perspectivas teóricas”, mediada pela professora Angélica Andersen (UFPR), contando com as comunicações “Fragilização cognitiva e sujeição informacional” de Aristeu Mazuroski Jr. (UFPR); “O ambiente de desinformação global”, de sua autoria; “Estratégias argumentativas da extrema direita: uma análise de True Outspeak, de Olavo de Carvalho” de Marília Rios Ribas (UEPG); e “Ao que se referem as Fake News? Linguagem e intersubjetividade na descrição da realidade”, de Maurício F. N. Benfatti (UFPR). Em seguida à mesa, ocorre a apresentação das pesquisas da professora Elisabetta Santoro (USP)
 

À tarde, está programada a conferência “Efeito emocional e efeito racional na interpretação humana”, de Sebastião Lourenço dos Santos (UEPG/UFPR) - Presidente da Associação Brasileira de Pragmática ABRAP, às 14 horas. A partir das 16 horas ocorre a apresentação de trabalhos do NERO (Núcleo de Estudos do Romance) em diálogo com a Pragmática Cognitiva, “Mecanismos de credulidade em uma sociedade complexa”, de Fabio Mesquita (UFPR), “Biopragmática: o que é e como fazer”, de Maurício Fernandes Neves Benfatti (UEPG) e, às 17h 30min, ocorre a Conferência de Encerramento, com o professor Fábio Rauen (UNISUL).
 

“Nesta conferência, vou apresentar o estado de arte do Grupo de Pesquisa em Pragmática Cognitiva da Unisul, dando especial atenção ao desenvolvimento da teoria de conciliação de metas, que tem por objetivo promover uma perspectiva praxiológica proativa para os estudos do campo”, esclarece o autor.
 

A quarta edição do Workshop Internacional de Pragmática terá lugar na Universidade Federal do Paraná, nos dias 10 e 11 de março de 2020. A programação ocorrerá no Campus Reitoria, no Ed. D. Pedro I – Anfiteatro da Biblioteca, no 2º Andar. O evento é gratuito e as inscrições são feitas no dia, até a capacidade máxima do auditório (150 pessoas).
 

Conforme Crisbeli Domingos, responsável pela participação de Dan Sperber, o objetivo principal do evento é o de “promover o intercâmbio de ideias entre a pragmática e outras ciências que se interessam por linguagem, cognição e comunicação”.
 

O evento pode ser acessado aqui.
 

Texto: PPGCL


Foto: Rafael Freitas

Professor do PPGCL ministra palestra de abertura do semestre na Unisul


(28/02/2020) Relacionamento Afetivo entre professor e aluno, esse foi o tema da palestra realizada nesta quinta-feira, 27, no Espaço Integrado de Artes da Unisul pelo professor do PPGCL Mario Abel Bressan Junior. A palestra deu a boas-vindas aos estudantes dos cursos de Letras (Português e Inglês), Pedagogia, História e Geografia da Unisul.


Dentre os assuntos apresentados, Mário destacou a importância da afetividade para o processo de aprendizado. “O aprender torna-se muito mais significativo quando ha uma relação afetiva entre professor e aluno”.


Durante a palestra algumas técnicas foram apresentadas, que com vídeos e imagens contextualizaram formas e métodos para cativar alunos.

 

Texto: PPGCL


Foto: PPGCL

Revista Laboratório Ciência em Curso vira canal no youtube


(28/02/2020) A Revista Laboratório Ciência em Curso, que nasceu em 2003 de um projeto da linha de Texto e Discurso do PPGCL, ganhou canal no youtube. Para atender as demandas atuais e ensaiar novas formas de produção e circulação do conhecimento, a nova versão passa a ser publicada integralmente na plataforma.


Em suas primeiras edições a revista publicou, no próprio site da revista, vídeos que discutiram, em perspectiva interdisciplinar, as relações de trabalho e subjetividade, modelos de TI, Arqueologia, entre outros. Em 2005 a revista recebeu apoio financeiro da Fapesc, montando o laboratório para a produção audiovisual e acolhendo estagiários dos cursos de graduação em Cinema, Jornalismo e Publicidade. Desta vez, a nova versão, retorna com a proposta de focar apenas na área de Ciências da Linguagem e pesquisas relacionadas à Análise de Discurso.


O canal “Revista Laboratório Ciência em Curso” conta com edições semestrais e sua primeira edição apresenta a playlist com os vídeos das apresentações orais de mesas redondas e simpósios do IV Sedisc, evento organizado pela Unisul/Unicamp, que ocorreu na Unisul em setembro de 2018. No canal, os interessados também poderão ter acesso às produções anteriores da revista, visitando a playlist "Memória".


A equipe editorial é formada pelas professoras Giovanna Benedetto Flores, Juliana da Silveira, Nádia Régia Maffi Neckel e Solange Gallo.


A história da revista e a nova proposta são explicadas em detalhe no vídeo de apresentação do canal, para acessar clique no link https://www.youtube.com/watch?v=Fcfjl1-Lv0A

 

Texto: PPGCL


Foto: divulgação

Revista Ciências & Ideias aborda tema pragmático-cognitiva


(27/02/2020) A revista Ciências & Ideias publicou no número 3 de seu volume 10 o artigo “Proposição de atividades contextualizadas para o ensino de potenciação na educação básica: uma abordagem pragmático-cognitiva” de Marleide Coan Cardoso, Vanessa Isabel Cataneo e Fábio José Rauen.


Neste texto, os autores propõem e analisam, com base no aparato descritivo e explanatório da teoria de conciliação de metas, atividades contextualizadas para o ensino de potenciação e de suas representações, envolvendo dobras de papel, árvores genealógicas e correntes de solidariedade.


Na primeira atividade, envolvendo dobras de papel, os estudantes relacionaram a grandeza variável dependente “medida de superfície de uma folha” em função da grandeza variável independente “número de vezes que esta folha é dobrada”, desenvolvendo a noção de potência de base fracionária. Na segunda atividade, envolvendo árvores genealógicas, os estudantes relacionaram a variável dependente “número de indivíduos” em função da variável independente “número de gerações” em uma árvore genealógica, desenvolvendo a noção de potência de base dois. Na terceira atividade, envolvendo correntes de solidariedade, os estudantes relacionaram a variável dependente “número de pessoas atingidas pela boa ação” em função da variável independente “número de vezes que a ação do bem é executada” no filme Corrente do Bem, desenvolvendo a noção de potência de base três.


No estudo, os autores assumem a hipótese de que processos de formação de uma representação identificável, tratamento e conversão de diferentes representações semióticas permitem uma apreensão mais significativa dos objetos matemáticos.


Em comum, a organização e a avaliação do plano de atividades foram orientadas pela noção teórica de conciliação de metas de Rauen (2014) e fundamentada em processos de formação, tratamento e conversão de diferentes representações semióticas de Duval (2009, 2011). Consequentemente, o estudo comprometeu-se com os processos pragmático-cognitivos necessários para a aprendizagem, na medida em que assumimos que a apreensão de um objeto matemático se dá pela coordenação entre várias representações semióticas, de forma que a compreensão do conceito de potenciação ocorre na intersecção entre suas distintas representações.


O estudo sugeriu que o desenvolvimento das atividades viabilizou a convergência de questões práticas e abstratas sobre potenciação. A formação de representações identificáveis, o tratamento e a conversão de representações nos registros semióticos figural, tabular, algébrico e gráfico no contexto de um plano de ação intencional orientado pela noção de metas comprometidas com essas atividades cognitivas e com a apresentação de situações-problema mais próximos das vivências pragmáticas dos estudantes, possibilitou uma compreensão semântica e sintática mais robusta do conceito de potenciação.


Em resumo, os resultados da aplicação dessas atividades com estudantes da educação básica de escolas públicas sugerem minimização da distância entre a aplicação do conceito de potenciação em situações factíveis da realidade e suas respectivas abstrações simbólicas.


A Revista Eletrônica Ciências & Ideias do Instituto Federal do Rio de Janeiro é uma publicação da área de Ensino, de acesso livre (Open Access), com periodicidade quadrimestral, com Equipe Editorial composta de pesquisadores de várias instituições. Trata-se de uma revista científica criada em 2009, com Qualis B1 na área de Ensino da CAPES (classificação 2013-2016).
 

Texto: PPGCL


Professores participam de encontro com Viviane Mosé

 

(18/02/2020) Na noite da última segunda-feira (17), cerca de 600 docentes e funcionários da Unisul estiveram reunidos no Espaço Integrado de Artes (EIA) da universidade para participarem de um simpósio de professores, que contou com a participação de Viviane Mosé. A iniciativa fez parte do Programa de Formação Continuada (PROFOCO) da Unisul.

Viviane Mosé, que integra a empresa Usina Pensamento, cuja proposta é a produção de tecnologia e inovação social em busca de uma sociedade menos desigual, conversou sobre o papel do professor e o conhecimento que transforma.

“O grande desafio é entender que todos somos diferentes. Quando um docente ensina uma pessoa com dificuldade, é necessário entender que ela tem que crescer com ela mesma, não com referência ao padrão criado. Na educação temos que desenvolver a modéstia e aprender com cada aluno a ser professor novamente. Temos que nascer professor a cada novo estudante”, reforçou Viviane.

Para o professor Mauri Luiz Heerdt, reitor da Unisul, o encontro foi um momento importante para homenagear e reforçar a importância do papel do docente. “Nenhum sistema educacional funciona melhor que um bom professor. Esse evento foi pensado para reforçar que o professor, para nós, é o principal fator de efetivação da missão da Unisul”.

A escolha da palestrante para o encontro foi resumida pelo professor Mauri. “Viviane Mosé significa inteligência, sensibilidade, competência e conhecimento. Essas palavras resumem a missão de ser professor”, finalizou.

 

As atividades do PROFOCO se estendem até o dia 20 de fevereiro, com palestras, estudos, mesas-redondas e outras atividades.

 

Na foto, docentes do PPGCL posam junto com o reitor no final do simpósio.

 

UnisulHoje


Foto: divulgação

Doutorando Daniel Medeiros fala sobre filme "Parasita" no Diário Catarinense

 

(14/02/2020) O doutorando Daniel Medeiros do PPGCL teve destaque no jornal Diário Catarinense. Em seu texto, pôde falar sobre o filme sul-coreano que fez história no Oscar 2020. O longa é o primeiro a vencer a categoria Melhor Filme sem ser falado em um idioma que não o inglês. Daniel é graduado em Comunicação Social - Cinema e Vídeo, especialista em Artes Visuais - Cultura e Criação, mestre em Ciências da Linguagem e atualmente cursa o doutorado.

 

Leia a matéria completa abaixo

(link para acesso https://www.nsctotal.com.br/noticias/parasita-politicagem-ou-quebra-de-paradigmas?fbclid=IwAR2lP4n4JMwT1Qwc94_vGbPXJqGZR9qIzOdQAS09qDH4w_ADEZayPY2Y3sk)

 

"Parasita": politicagem ou quebra de paradigmas?
O filme sul-coreano fez história no Oscar 2020 ao ser o primeiro longa falado em um idioma que não o inglês a vencer a categoria de Melhor Filme

 

Em política, o termo "janela de Overton" se refere ao conjunto das ideias aceitas no discurso público: com o passar dos anos e a mudança de paradigmas, uma ideia que não era sequer tolerada pode passar a ser aceita por um determinado grupo de pessoas, se espalhar a partir dele, e, um dia, até mesmo se tornar senso comum. Parasita, filme do cineasta sul-coreano Bong Joon-ho que ganhou o mundo ao longo de 2019 e foi o grande vencedor do Oscar 2020, parece ter feito a ideia "um filme estrangeiro, falado em outra língua que não o inglês, ganhar os principais troféus na maior premiação do cinema norte-americano" entrar na janela de Overton: um feito inédito na longa história dos Prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, cuja primeira edição foi realizada em 1929.

As vitórias de Parasita (que foi nomeado Melhor Filme, além de ter ganhado os troféus de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Roteiro Original) e de Bong Joon-ho (que levou o prêmio na categoria Melhor Direção) foram celebrada por cinéfilos de todo o mundo, que viram no acontecimento uma possível maior abertura das premiações cinematográficas e do próprio mercado norte-americano a filmes produzidos em outros países e falados em outros idiomas.

Em anos anteriores, afinal de contas, os fãs de cinema já haviam passado por frustrações envolvendo a questão: em 2019, Roma, do diretor mexicano Alfonso Cuarón, venceu a categoria Melhor Filme Estrangeiro, mas perdeu o prêmio principal para Green Book: O Guia, de Peter Farrelly - em um resultado "ofensivo", nas palavras do crítico Daniel Medeiros, doutorando em Cinema e membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema. "A questão é que a Academia não costuma premiar o melhor filme", ele diz. "Normalmente, o eleito é um filme mediano, às vezes menos artístico ou experimental, que agrada mais gente. Green Book não era, de maneira nenhuma, o melhor filme indicado, mas foi o filme vencedor."

 

"Quem acompanha esse mundo já tem na cabeça o que se chama de 'filme de Oscar': certos filmes, certos temas, certos diretores que sempre se repetem", comenta Ramayana Lira de Sousa, professora do Curso de Cinema e Audiovisual da Unisul e presidente do Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis. "Por isso tanta gente apostava em 1917, talvez até em Era Uma Vez em... Hollywood. Parasita parecia uma aposta muito fora da realidade."

​1917, o drama de guerra do diretor Sam Mendes, também já havia vencido as principais categorias em todas as premiações anteriores, como o Globo de Ouro, o Bafta e o prêmio do Sindicato dos Produtores de Hollywood; um favoritismo que costuma se repetir no Oscar. "A empolgação com o Oscar tem que ser temperada com a percepção de que se trata de uma premiação entregue por uma indústria específica, nacional, voltada para a produção estadunidense de cinema - então é um prêmio que reflete os movimentos dessa indústria", Ramayana destaca. O máximo que a Academia havia feito até agora era premiar O Artista, um filme francês mudo - ou seja, um caso em que o idioma estrangeiro não foi um obstáculo.

Ramayana vê com otimismo o destaque dado a Bong Joon-ho. "Dentro dessa coisa massificada que é a indústria cinematográfica, sempre há espaço para pequenas rotas de fuga dessa trajetória que parece ser sempre a mesma", opina. "Existe um reconhecimento do desgaste da própria indústria hollywoodiana. Hollywood olha para si e vê que falta fôlego nos seus filmes. Eles são produzidos a toque de caixa, muitas vezes obedecendo a fórmulas que não oferecem mais nenhum frescor estético, nenhum desafio para o espectador. A indústria estadunidense tem percebido que tem menos a oferecer ao mundo, e ido buscar o que o mundo tem a oferecer." E é interessante notar, claro, que esse não é um movimento isolado: nos últimos anos, a Academia tem dado passos, ainda que tímidos, em direção a uma maior internacionalização. Os cineastas mexicanos Alfonso Cuarón, Alejandro González Iñárritu e Guillermo del Toro levaram, juntos, metade dos troféus de Melhor Direção da década de 2010.

Mas existe um outro lado nisso. "Parasita ganhou por uma questão política", crava Daniel. Ele explica: "Ele era sim o melhor filme concorrendo - mas isso nunca foi garantia de sair vencedor. Neste ano, o Oscar foi extremamente criticado pela falta de representatividade entre seus indicados. Não havia nenhuma mulher concorrendo na categoria de direção, nenhum ator negro concorrendo, apenas uma atriz negra indicada. E isso pesou nos votos. É quase como se fosse uma maneira de tentar contornar as críticas. A Academia parece estar sempre tentando corrigir erros que na verdade volta a repetir."

Ou seja, a vitória do longa sul-coreano não quer dizer necessariamente que outros filmes internacionais terão espaço garantido em edições futuras da premiação. "Há muita coisa em jogo", dia Daniel. "As pessoas se esquecem de que os grandes estúdios chegam a separar orçamento para fazer campanha para que seus filmes sejam nomeados e premiados."

Uma questão central - e pouca lembrada - é a da audiência: atualmente o Oscar tem, nos Estados Unidos, pouco mais de metade da audiência que costumava ter há dez ou quinze anos. O grande público norte-americano tem uma reconhecida resistência a ver filmes falados em outros idiomas e a depender de legendas. Será que, caso a Academia se abra a filmes independentes, internacionais, a audiência não pode cair ainda mais? "Eu acho que a tendência é justamente o contrário", reflete Daniel. "Devemos ver cada vez mais filmes de grandes estúdios, blockbusters mesmo, sendo nomeados; como aconteceu com Pantera Negra em 2019."

A discussão em torno dos motivos que levaram as estatuetas do Oscar até as mãos de Bong Joon-ho, porém, não tira os méritos do diretor. "Bong Joon-ho faz filmes de fácil comunicação com o público, mas que ao mesmo tempo não subestimam o espectador", Ramayana comenta. "Ele pode ser uma surpresa para o grande público, mas quem conhece a filmografia do Bong Joon-ho já viu em outros filmes o que ele fez em Parasita", completa Daniel. "Talvez o que tenha chamado atenção especificamente para esse filme tenha sido a abordagem da divisão de classes, que foi um dos grandes temas de 2019 - e que está presente em outros filmes da temporada, como o próprio Coringa."

Para o público, o que fica é a lição deixada por Bong Joon-ho em seu discurso no Globo de Ouro: "Quando superarem a barreira das legendas, vocês vão conhecer muitos filmes incríveis", declarou o cineasta, ao receber mais um de tantos troféus por Parasita. E, por mais divertido que seja participar de apostas sobre o Oscar e assistir à cerimônia, prestar mais atenção em produções vindas de lugares que não os grandes estúdios hollywoodianos não deveria depender de janela de Overton, campanhas milionárias ou prêmios acumulados. Ainda mais levando em conta tudo o que está em jogo na hora de distribuir as estatuetas.

 

Texto: Diário Catarinense/Daniel Medeiros



Foto: Agetec

Coordenador do PPGCL é destaque em jornal de Tubarão

 

(13/02/2020) O professor e coordenador do PPGCL, Dr. Fábio José Rauen, foi destaque essa semana no jornal Notisul. A matéria faz parte do projeto “Meu Amigo Pesquisador" da Agência de Inovação e empreendedorismo da Unisul (Agetec).O projeto tem por escopo a elaboração de matérias de caráter científico e empreendedor, sem caráter comercial, objetivando a produção de conhecimento sobre CT&I e sua disseminação para a população de Tubarão e região.

 

Leia a matéria completa abaixo

(link para acesso https://notisul.com.br/agencia-de-inovacao-e-empreendedorismo-da-unisul-agetec/156686/cognicao-e-linguagens)

 

COGNIÇÃO E LINGUAGENS
Prof. Luciana Flor Correa Felipe apresenta o Professor Dr. Fábio José Rauen

 

Nosso convidado desta semana, é o Prof. Dr. Fábio José Rauen, uma pessoa inquieta e sempre à procura de inovações em seu campo do saber. Nascido em Rio Negro (PR) é esposo de Veridiane e pai de Bárbara.

 

No âmbito profissional vem dedicando sua atenção acadêmica a dois temas de pesquisa – os estudos pragmático-cognitivos sobre as diversas linguagens humanas e os estudos sobre a redação de trabalhos científicos – além, é claro, à gestão do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, que coordena até hoje.

 

Professor da Unisul há vinte anos, veio a Tubarão coordenar a implantação do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem. É formado em Letras Português/Inglês (1986) pela Funorte, especialista em Língua Portuguesa pela UFPR, Mestre e Doutor em Linguística pela UFSC e pós-doutor em Linguística pela PUCRS.

Além de aulas, orientações, cursos e palestras, Rauen já publicou cinco livros, incluindo “Roteiros de Iniciação Científica”, de 2015, um verdadeiro tratado com quase 700 páginas que aborda desde a concepção da pesquisa até sua apresentação em banca avaliadora. “Uma formação qualificada em pesquisa científica é como um divisor de águas que verdadeiramente distingue o ensino superior”, argumenta.

 

Já o interesse pela Pragmática Cognitiva é um pouco mais recente. Desde os anos 2000, Rauen vem investigando como os seres humanos processam cognitivamente a linguagem, assumindo a hipótese de que a atenção humana é direcionada à relevância dos estímulos comunicacionais.


Seguindo os fundamentos da teoria da relevância, os trabalhos produzidos ou orientados pelo pesquisador assumem que os seres humanos são incapazes de prestar atenção à totalidade dos estímulos do ambiente e, justamente por isso, selecionam apenas os estímulos que consideram relevantes, ou seja, aqueles que potencialmente fornecem o máximo de ganhos cognitivos com o mínimo de esforço justificável.


Líder do Grupo de Pesquisas em Pragmática Cognitiva, Rauen produziu um grande avanço nesses estudos em 2014, ao propor uma teoria própria sobre a ação humana: a teoria de conciliação de metas. Conforme sua teoria, a ação humana é motivada por metas, que são estados de realidade projetados no futuro. A partir disso, os seres humanos elaboram hipóteses abdutivas, associando ações antecedentes no presente com as quais pretendem atingir essas metas projetadas.


No contexto dessas hipóteses, executam as ações e verificam se os resultados se conciliam com os estados projetados. O modelo desenvolvido por Rauen tem sido aplicado com êxito para descrever e explicar planos de ação intencional em vários campos do saber. “Intervenções de ensino e de gestão podem ser descritas e explicadas a partir desse modelo”, exemplifica o autor.

 

O Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem, por sua vez, é a menina dos olhos do professor. Com um seleto grupo de 16 renomados pesquisadores e atualmente com 80 estudantes, o Programa é parte relevante da história da Unisul.

Ele abriga o primeiro curso de Mestrado e o primeiro curso de Doutorado da Unisul recomendado pela Capes, três periódicos científicos altamente qualificados e consolidada experiência na promoção de eventos científicos. “Mais recentemente, foi também o primeiro Programa da Universidade a receber a nota 5 da Capes, referendando a excelência nacional de sua formação”, comemora Rauen.

Você sabia?

Que o Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem atua em Tubarão desde 1999 e desde 2001 na grande Florianópolis. O Programa já formou 362 mestres e 78 doutores das mais variadas formações acadêmicas nesses 20 anos. São mais de 400 profissionais altamente qualificados atuando em Universidades, Escolas, Institutos e Iniciativa Privada de todo o Brasil.

Que a Revista Linguagem em (Dis)curso, coeditada por Rauen, está classificada no mais alto extrato do Qualis Capes (A1) e está abrigada na Base Scielo Brasil. O periódico já publicou 19 volumes, 55 fascículos e 654 artigos científicos desde 2000.

Fique atento!

O Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem estuda como as linguagens afetam todas as áreas do conhecimento e pode ser cursado por estudantes de todas as formações. Os estudos se concentram em torno de processos textuais, discursivos e culturais em duas linhas de pesquisa: texto e discurso e linguagem e cultura. Inscrições para novas turmas ocorrem em março e abril com início das aulas programado para agosto. Mais informações: linguagem.unisul.br ou no telefone (48) 3621-3369.

 

Texto: Notisul/Luciana Flor Correa Felipe


Foto: divulgação

Secretaria muda de endereço no Campus Tubarão

 

(05/02/2020) A secretaria do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem do Campus Tubarão vai atender em novo endereço a partir deste ano de 2020. O atendimento das secretárias, coordenação, professores, bem como as salas de aula serão realizadas no primeiro andar do Centro de Convivências da Unisul.

 

Anote o novo endereço:

Rua Simeão Esmeraldino de Menezes, 400

Bairro: Dehon, Tubarão - SC

CEP: 88704-090

*O PPGCL está atrás do Saiac.

 

O horário de atendimento continua o mesmo: de segunda a sexta-feira das 8h às 12h e das 13h30min às 18h. Qualquer dúvida entre em contato através do telefone (48) 3621-3369.

 

Texto: Patrícia Amorim


Foto: Debbie Mello Noble

Estudante do PPGCL apresenta trabalho em Portugal

 

(05/02/2020) A estudante do PPGCL, Debbie Mello Noble, participou nos dias 30 e 31 de janeiro e 1° de fevereiro, do XXVII Colóquio da AFIRSE Portugal no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Debbie apresentou trabalho com tema sobre educação e bem-estar. A doutoranda realiza seu doutorado sanduíche nas terras portuguesas desde agosto de 2019.

 

O colóquio

 

O XXVII Colóquio da AFIRSE Portugal dedica-se a analisar diversas dimensões da relação entre educação e bem-estar. Aspectos teóricos desta relação, bem como as práticas associadas à promoção do bem-estar e pela educação estiveram em discussão, incluindo o que diz respeito ao clima da escola e da aprendizagem e às condições de trabalho, designadamente dos professores.

 

A doutoranda apresentou no colóquio o trabalho intitulado “Inovação e bem-estar na educação alternativa: a torre (Lisboa-PT) e escola Sarapiquá (Florianópolis – BR)”. “Nesta pesquisa, busquei entender como os projetos educativos analisados compõem um paradigma alternativo à forma-escolar. As escolas foram escolhidas por suas aproximações pedagógicas e históricas, uma vez que possuem uma cultura escolar muito semelhante e por terem ambas surgido em períodos de transição democrática em seus respectivos países”, explicou Debbie.

 

A investigação na Escola Sarapiquá, em Florianópolis, se deu no primeiro semestre de 2019, enquanto a observação na Escola A Torre iniciou em outubro de 2019.

 

“A Torre é uma das escolas que estou pesquisando aqui, com a orientação do Prof. Dr. Joaquim Pintassilgo, no âmbito do Projeto Roteiros da Inovação Pedagógica. Também tive a oportunidade de visitar a Escola da Ponte em janeiro, o que contribuiu para observar em Portugal muitos aspectos do que se tem falado no Brasil e no mundo sobre inovação pedagógica”, contou.

 

A estudante é orientada pela professora Solange Maria Leda Gallo e integra a linha de pesquisa “Texto e Discurso”.

 

Texto: Debbie Mello Noble/Patrícia Amorim


MAIS NOTÍCIAS DO PROGRAMA

 

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem

Campus Tubarão:Av. José Acácio Moreira, 787, Bairro Dehon, 88.704-900 - Tubarão, SC - (55) (48) 3621-3369

Campus Grande Florianópolis: Avenida Pedra Branca, 25, Cidade Universitária Pedra Branca, 88137-270 - Palhoça, SC - (55) (48) 3279-1061